Festival transnacional celebra o Dia da Mulher Negra
Após a apresentação em Brasília no início do mês, o evento desembarca entre os dias 24 e 26 de julho, nos Estados Unidos
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quarta-feira, 22 de julho de 2026
Após a apresentação em Brasília no início do mês, o evento desembarca entre os dias 24 e 26 de julho, nos Estados Unidos

O Festival Latinidades, reconhecido como o primeiro festival de mulheres negras da América Latina e uma das mais importantes plataformas de articulação e formação cultural, expande suas fronteiras em sua 19ª edição. Após a apresentação em Brasília no início do mês, o evento desembarca entre os dias 24 e 26 de julho, nos Estados Unidos da América para uma versão internacional e inédita em Nova York, um dos principais polos culturais do mundo.
Para Jaqueline Fernandes, especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça e em Estudos Afro Latino Americanos e Caribenhos e idealizadora do Festival Latinidades, “a presença em Nova York consolida um novo ciclo para o festival, que já havia iniciado sua trajetória internacional com a participação no Carnaval de Notting Hill, em Londres, em 2024”. Para ela, “celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com eventos e uma programação potente em uma cidade que é referência de cultura e luta negra demonstra a força do que criamos há quase 20 anos atrás”.
Nos dias 24 e 25 de julho, o Latinidades ocupa o Brooklin e Harlem, bairros historicamente reconhecidos como territórios simbólicos da diáspora negra, com a exibição do filme “Afrolatinas: mulheres negras em movimentos”, produção conjunta da Universidade Afrolatinas e da Odun Filmes. A obra contribui para a narrativa da história do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, comemorado em 25 de julho.
Além disso, no dia 24, acontece também a Rueda de Negocios – Round B, no Centro Cultural do Caribe Instituto da Diáspora Africana (CCCADI), localizado no Harlem, iniciativa criada para conectar artistas e para criar oportunidades de desenvolvimento profissional. As inscrições dos artistas selecionados serão combinadas com um grupo de profissionais que representam uma variedade de entidades nacionais e internacionais.
Já em 25 de julho, a BRIC House, no Brooklin, abriga a mesa “Colaboração Transnacional”, uma conversa que reúne diretores de festivais e produtores culturais para discutir como as parcerias transfronteiriças podem fortalecer a mobilidade artística e a infraestrutura para circulação de artistas e as colaborações de longo prazo em toda a diáspora negra. O debate conta com a participação de Jaqueline Fernandes, idealizadora do Latinidades, Mai-Elka Prado, DJ, produtora e fundadora do Afro-Latino Festival NYC, Sergio Cuero, do Festival Petronio Álvares, de Cali, na Colômbia, e Priscila Santana, curadora e gestora de programação do renomado SummerStage Festival, de Nova York.
Já no dia 26, o Central Park, um dos mais icônicos parques do mundo, abriga o “Afro-Latinas Concert”. Realizado em parceria com o SummerStage e o Afro-Latino Festival, o evento reúne artistas da América Latina, do Caribe e dos EUA em um espetáculo dedicado às mulheres negras e poderá ser assistido gratuitamente. Entre os talentos presentes, estarão a cantora brasileira Luedji Luna, com participação especial de Liniker, a peruana Susana Baca, vencedora de dois prêmios Latin Grammy, a panamenha Mai-Elka Prado Gil, que se apresenta com o Lush Song Collective, a DJ jamaicana de dancehall e reggae Lady G e a norte-americana DJ Agent DMZ, que leva para os toca-discos a bagagem de sua ascendência afro-porto-riquenha.
* Com assessoria.


Da Redação
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