Festival teve edição 'acidentada'
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
''Esta foi uma edição um pouco mais 'acidentada'.'' A frase, do diretor do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz, resume um pouco como foi o evento neste ano. Apesar dos problemas, o balanço, de acordo com Knopfholz, é positivo e a expectativa é de que no ano que vem haja maior ''variedade geográfica'' nas opções da mostra contemporânea e uma programação menos caótica na paralela, o Fringe.
Em 12 dias, o Festival de Curitiba ofereceu mais de 320 peças e também movimentou o público com propostas alternativas às montagens, como Gastronomix, Risorama, Mish Mash, PUC Ideias, lançamentos de livros e outras atrações. Entre os destaques da Mostra 2009, Knopfholz comentou o sucesso de peças de pouco apelo comercial mas que ganharam popularidade entre o público devido ao alto nível técnico. ''Tivemos algumas peças que chamo de 'pérolas', como 'Rainhas', 'A Mulher que Ri' e 'A Mulher que Escreveu a Bíblia''', cita.
A produção, no entanto, deixou um pouco a desejar: foram muitas as reclamações de atrasos sistemáticos nos espetáculos da Mostra 2009 e de cancelamentos de última hora no Fringe. O caso mais grave foi o da peça ''Rock'n'Roll'', que teria sua estreia nacional em Curitiba e, devido a falta de comunicação e desencontros de logística, saiu da programação. ''O cancelamento foi frustrante para todo mundo, foi desgastante'', disse Knopfholz, que questionado por ferir o Código do Consumidor ainda precisa justificar os motivos junto ao Ministério Público.
Apesar do ''acidente'', Knopfholz vai manter a mesma mentalidade para o próximo ano, com algumas pequenas alterações, especialmente na mostra contemporânea e no Fringe. ''Acho que o festival foi bom, tivemos um final apoteótico. Temos a confirmação do mesmo patrocinador, o que vai nos permitir trabalhar já a partir de abril, com a busca de um festival geograficamente mais amplo'', adianta o diretor do festival.
O Fringe, sempre criticado pelo número excessivo de peças, vai continuar chamando mais e mais artistas. A ideia é que as próprias companhias e salas realizem um direcionamento espontâneo para o público não se perder entre tantas opções. Os administradores dos locais é que serão responsáveis pela escolha dos espetáculos. ''As salas vão ter formatos e estilos para o público poder se nortear'', espera Knopholz.


