A partir desta sexta-feira (11) até o dia 27 de agosto, a cidade vai respirar teatro com a realização da 49ª edição do FILO (Festival Internacional de Londrina). Serão 17 dias de programação com 34 espetáculos de artistas e grupos nacionais e internacionais com montagens de teatro, dança, circo, multimídia e música, além de shows no Ponto de Encontro e atividades formativas. No total, foram mais de 700 espetáculos inscritos. Para a abertura do festival, logo após a cerimônia, no Ouro Verde, às 20h30, será apresentada "Hamlet", do grupo londrinense – agora radicado no Rio de Janeiro – Armazém Companhia de Teatro. Este ano, mais uma vez, não haverá o Cabaré do FILO, mas o violonista e compositor gaúcho Yamandú Costa e o coletivo carioca Buraco da Lacraia estão entre as atrações musicais.

Segundo o diretor do festival, Luiz Bertipaglia, o orçamento desta edição é praticamente o mesmo do ano passado, cerca de R$ 1,2 milhão, incluindo a participação do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura). "Os recursos não são os ideais e sabíamos que seria mais um ano difícil para conseguirmos patrocínio. Mas como somos insistentes, iremos realizar novamente uma edição com espetáculos de peso, representativos e grupos respeitados". Dentre os vários destaques da programação – escolhida por uma curadoria formada por Luiz Bertipaglia, Paulo Braz, Laura Franchi e Mauro Rodrigues – o diretor ressalta os espetáculos infantis, dentre eles "Por que Nem Todos os Dias São Dias de Sol?", da Cia de Teatro Artesanal, do Rio de Janeiro, e "Berenices", do Grupo Morpheus Teatro, de São Paulo. "Todos os espetáculos têm sua importância. O infantis, por sua vez, vão na linha da proposta de formação de público, um dos objetivos do festival."

Luiz Bertipaglia: "Ideia é que as obras estabeleçam um diálogo com o público"
Luiz Bertipaglia: "Ideia é que as obras estabeleçam um diálogo com o público" | Foto: Saulo Ohara



Ainda com relação à programação, Bertipaglia comenta a vinda da atriz Fernanda Montenegro, pela primeira vez no FILO, com a leitura "Nelson Rodrigues por Ele Mesmo". "Há anos tentamos trazê-la. É um marco deste festival". O tema da edição deste ano segue o já iniciado no ano passado: o espetáculo da diversidade, da tolerância e do humanismo. "O teatro em si é um ato político. Dentro dessa perspectiva, procuramos selecionar espetáculos que falassem de assuntos necessários e urgentes para o país, principalmente nas questões sociais como racismo, identidade de gênero e política, sempre com uma estética muito formatada. A ideia é que as obras e seus artistas estabeleçam um diálogo com o público." As companhias e artistas vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e do Distrito Federal, além de seis grupos de países como França, África do Sul/Suíça, Colômbia e Bolívia.
O FILO 2017 tem o apoio do Grupo Folha de Comunicação. A programação completa e a compra de ingressos podem ser conferidos pelo site oficial do festival www.filo.art.br.

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