Festival projeta a produção nacional
Este ano o Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba traz uma intensa programação de oficinas técnicas, feira, debates, encontros, seminários, além das mostras paralela, competitiva e não-competitiva. Programado para acontecer de 4 a 9 de maio, o festival ainda não tem confirmados os filmes que farão aqui sua estréia nacional. O investimento financeiro no festival é de R$ 783 mil.
A espera das confirmações nacionais fica por conta do término dos longas-metragens que estão em fase de edição. Os títulos esperados são: Orfeu, de Cacá Diegues; O Tronco, de João Batista de Andrade; Pequena História de Guimarães Rosa, de Pedro Bial; Castro Alves, de Sílvio Tendler; e Traição, do trio de diretores Cláudio Torres, José Henrique Fonseca e Arthur Fontes.
Arquivo FolhaLima Duarte foi ao lançamento do festival: ele interpreta o ex-presidente Figueiredo em Novembrada, filme de Eduardo ParedesPara dar uma mostra do que será o festival, os organizadores exibiram, no lançamento, anteontem à noite, os curtas-metragens Desterro e Novembrada, ambos do cineasta curitibano Eduardo Paredes. A festa de lançamento contou ainda com a presença do ator Lima Duarte, que interpreta o ex-presidente Figueiredo em Novembrada.
Nos dois festivais anteriores lançamos filmes que tiveram grande projeção como O Que É Isso, Companheiro? e Policarpo Quaresma. A nossa expectativa para este ano é ainda para o filme de Geraldo Moraes, No Coração dos Deuses, que foi rodado em Palmas (TO), diz a organizadora Cloris de Souza Ferreira. Ela afirma estar contando com o fator sorte para conseguir lançar os inéditos durante o festival.
ReproduçãoDe cima para baixo, Pedro Bial, Cacá Diegues e Sílvio Tendler: eles podem levar ao festival de Curitiba longas que ainda estão em fase de ediçãoSegundo Cloris, o festival de Curitiba não tem caráter competitivo. O maior objetivo do evento é descobrir talentos paranaenses. Não temos tradição de cinema no Paraná, por isso as produções, que já são muitas, precisam de profissionais competentes. A nossa idéia é primeiro plantar a semente, o gosto pelo cinema na platéia jovem, para depois, montar uma escola técnica daqui uns dois anos e por último, transformar o Estado num pólo cinematográfico nos moldes do que hoje acontece no Ceará. Curitiba tem o perfil de grande celeiro de técnicos, projeta.
Para tanto, o festival investe nas oficinas técnicas de iniciação de cinema e na formação de platéia. Serão oferecidos onze cursos, ministrados por profissionais do gabarito de Toni Gorbi, Luis Rossi, Mônica Lazar, Caito Marcondes, Assunção Hernandes, Eduardo Aguillar e Orlando Rojas entre outros. As oficinas serão realizadas em período integral de 5 a 8 de maio, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.
As premiações não poderiam faltar. Objetivando o incentivo da atividade do cinema no Estado, os roteiristas paranaenses terão a oportunidade de concorrer ao Prêmio Estímulo Copel. Acontecerá também o Festival dos Festivais dirigido aos premiados nos festivais nacionais e de língua latina.
Já o Prêmio Pinhão será destinado ao Melhor Filme, Melhor Direção em Vídeo de Curta e Média Metragem, finalizados nos anos de 97 e 98.
Todas as atividade do festival serão concentradas no Centro de Eventos Battel, a fim de facilitar o acesso e a integração entre organizadores e participantes.Arquivo FolhaA organizadora do evento, Cloris de Souza Ferreira, diz que o festival não tem caráter competitivo: objetivo é descobrir talentosElisa Marilia Carneiro





