FESTIVAL Para diretor, 26º FML chegou 'perto do ideal'
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
''O Festival atingiu em cheio sua proposta de levar música para toda a cidade. Desta vez, tivemos tempo para organizá-lo, ao contrário do ano passado. Cheguei perto do ideal''. A avaliação é de Marco Antônio de Almeida, diretor artístico do 26º Festival de Música de Londrina.
Ele explica que o evento foi realizado com um orçamento de R$ 700 mil, sendo que R$ 400 mil foram repassados pelas instituições promotoras Secretaria da Cultura do Estado, UEL, Secretaria Municipal de Cultura e Associação dos Amigos do Festival. Os R$ 300 mil restantes foram captados na iniciativa privada. ''Foi uma vitória, porque a grande maioria dos patrocinadores forneceu recursos em dinheiro mesmo. Poucos empresários recorreram aos mecanismos de incentivo fiscal'' conta ele.
Almeida elogiou especialmente as iniciativas das empresas Sandoz e HSBC, que bancaram projetos sociais no Festival, a primeira voltada para o Hospital do Câncer e a segunda para crianças e adolescentes com necessidades educacionais especiais. ''Espero que outras empresas se engajem em iniciativas semelhantes nas próximas edições'' conclama o diretor.
Os números do Festival atenderam às expectativas. ''O público assistiu a 70 concertos'' salienta ele. Ainda segundo Almeida, 971 alunos participaram dos diversos cursos e oficinas ministrados durante o evento e 144 participaram do 12º Simpósio Paranaense de Educação Musical (integrado ao Festival). Sua única queixa diz respeito aos espaços para shows e aulas. ''Alguns precisam ser adaptados enquanto que outros não puderam ser utilizados. Enfim, precisamos ampliar o que já temos'' diz, citando a Concha Acústica e o Anfiteatro do Zerão.
O próprio Teatro Ouro Verde necessitaria de uma reforma para abrigar óperas. ''Meu sonho é trazer mais óperas, como a 'Traviata' e 'Madame Butterfly'. O problema é que esse gênero de espetáculo exige um fosso, que o teatro não tem'' afirma. Pensando numa estrutura ideal, ele idealiza a presença permanente de quarteto de cordas e quintetos de sopros durante o Festival. ''Essas formações constituem a base de uma orquestra sinfônica. Gostaria de tê-las como residentes no festival'' sublinha.
Almeida lembra que seu cargo não está garantido para a edição do próximo ano: ''O diretor do festival é eleito por uma comissão deliberativa. Fui convidado para esta edição. Se me chamarem de novo, aceitarei. Como na política, eu defendo uma gestão de quatro anos. É um bom período para completar um ciclo de trabalho. Passando disso, corre-se o risco de ficar repetitivo'' conclui.


