Hoje é o dia do lançamento do CD ''Festival de Música de Londrina Jazz, Choro de Música Popular Brasileira''. O CD reúne gravações ao vivo realizadas entre 1996 e 2001 durante as edições do evento. O disco homenageia o regente Marcos Leite, morto no ano passado.
O lançamento será às 20h30 no Londrina Country Club, pouco antes dos bambas do choro subirem ao palco. Norton Morozowicz assinou a direção artística do projeto. Coube a ele garimpar as 16 faixas. ''Procuramos selecionar as obras mais significativas seguindo os critérios de qualidade do registro e desempenho dos intérpretes. Houve faixas que gostaríamos de incluir, mas que ficaram de fora por trazer interferências da platéia'' explica.
O repertório inclui clássicos do choro como ''Um a Zero'' de Pixinguinha, executado por Joel Nascimento (bandolim), Henrique Cazes (cavaquinho), Luis Otávio Braga (violão) e Beto Cazes (violão). Destaca também ''Suite Retratos Valsa Ernesto Nazareth'' de Radamés Gnatalli, interpretada pela Orquestra de Câmara, com regência de Morozowicz e tendo Joel Nascimento como solista.
Rafael dos Santos, que participa pela terceira vez do Festival, está presente no CD com ''Deborah'', na qual toca piano acompanhado por Mané Silveira (saxofone), Djalma Lima (guitarra), Ricardo Matsuda (baixo) e Sérgio Reze (bateria). ''A música escolhida é muito cara para mim. Sempre me pedem para tocá-la aqui'' diz ele.
Da MPB, o disco pinça ''Marina'' de Dorival Caymi, interpretada ao piano por Hilton Valente. Do jazz, documenta standards como ''Round Midnight'' de Thelonious Monk e ''C Jam Blue'' de Count Basie, executados pelo pianista Chuck Marohnic. A homenagem a Marcos Leite fecha o repertório, registrando dois de seus melhores momentos no Festival e ainda um ensaio com o público.
''Ele faz o teatro inteiro cantar 'Garota de Ipanema' (de Tom Jobim). É emocionante'' salienta Morozowicz. Na ocasião, Leite regeu o Madrigal de MPB. O lançamento do CD estava previsto para o ano passado, o que não foi possível por causa de transtornos ligados a liberação de direitos autorais. ''Foi um parto'' conta o diretor artístico. ''Para liberar as músicas do Tom Jobim e do Pixinguinha foi uma loucura. Falávamos com um, falávamos com outro e depois pediam absurdos. Isso atrasou tudo. Mas finalmente o disco saiu, está aí como um registro do alto nível atingido pelo Festival''.
O técnico de gravação de todas as faixas do disco foi Frank Acker, falecido há dois anos. O CD terá uma tiragem de 2 mil cópias e será comercializado apenas durante o Festival.

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