FESTIVAL Humor sob a luz dos holofotes
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de março de 2004
Ana Clara Garmendia<br> Equipe da Folha 
Curitiba Dentre os quase 200 espetáculos que acontecem por todos os cantos da cidade, muita coisa boa e divertida se passa. Esse é o momento em que a turma que faz teatro encontra seu verdadeiro público. O 13º Festival de Teatro de Curitiba (FTC) está ''no ar'' desde a última quinta-feira e traz um leque tão extenso que somente um livro seria capaz de descrevê-lo por inteiro.
Uma das características frisadas pelos promotores do FTC é a de que ele é uma coletânea de eventos. Uma delas trata de um grito de socorro para um espaço desativado há cinco anos: o teatro Novelas Curitibanas.
Cinco diretores de teatro se uniram para uma chamada Mostra Coletiva. São espetáculos curtos em horários alternativos e que podem servir como uma bela opção nessa temporada.
Um desses ''pequenos'' manifestos teatrais beira à excentricidade. É o ''Bicho Corre Hoje'' da diretora Sueli Araújo. ''Queremos mostrar que dá para fazer teatro com um mínimo de condições possíveis'', contou, por telefone, Sueli à Folha2.
Na trama, duas atrizes Patricia Saravi e Gracie Barros. O texto é bem cotidiano e corriqueiro: uma mulher ganha na loteria e vai para casa com o bilhete na mão. E é aí que começa a loucura: desesperada, sem saber o que fazer ela enfia o tal bilhete ''naquele lugar''. É nesse mesmo que você está pensando.
Ao ver o que tinha feito começa a tentar liberá-lo com frases desesperadas e é nesse momento que sua vizinha ao ouvir a barulheira vai ver o que acontece. Uma sucessão de acontecimentos se desenrolam por aí.
Na outra ponta do fio que libera as idéias de quem está no FTC está a comédia ''Amores & Sacanagens Urbanas''. Encaixada dentro do Fringe a apresentação é feita como se fosse um seminário sobre casos de amor e sacanagens. Também fatos comuns em ambientes urbanos.
No segundo ato, o grupo satiriza a sua própria peça e faz comédia sobre a comédia, mas sem usar de apelos que chama de comuns em comédias. O grupo AntropofocusT quer fugir do estereótipo de que o genêro que representam apela para palavrões e baixarias. Nesse caso há uma grande preocupação em manter um nível alto de sensibilidade. Eles querem ''privilegiar a inteligência para fazer rir''.
Em ambos os casos em em toda a programação do FTC atores, diretores e autores brincam e trazem ao público uma diversidade de opções onde casa tipo pode escolher que palco é o seu.


