Festival foi visto por 50 mil pessoas
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
A criação de uma escola municipal de música, que permita a formação contínua dos alunos, foi reivindicada ontem em entrevista coletiva por membros da comissão organizadora do Festival de Música de Londrina.
A entrevista foi convocada para fazer o tradicional ''balanço'' do evento que se encerra hoje. A avaliação não poderia ser mais positiva. ''Os professores contaram que o nível de qualidade dos alunos tem crescido a cada edição'' comentou Magali Kléber, diretora pedagógica do FML.
Ela lembrou que o número de participantes nos 63 cursos, oficinas e workshops superou as expectativas. Nesta edição, foram 1,3 mil alunos inscritos, alguns vindos de regiões distantes como Maranhão, Pará, Sergipe, Amapá, Pernambuco e até Argentina. Magali usou o exemplo de criação coletiva na montagem do musical ''Gota d'Água'', destaque da última quinta-feira, para ressaltar o trabalho conjunto e unificado urdido nos bastidores do evento.
''Privilegiamos o coletivo, desde a concepção do Festival até as apresentações nos palcos. O grande mérito foi construir uma identidade que refletisse as instituições envolvidas, buscando um entrelaçamento das atividades com a comunidade'' salientou. A programação de concertos e recitais mereceu palavras generosas do diretor artístico Norton Morozowicz.
''Mais uma vez tivemos êxito'' afirmou. ''O Amilton Godoy, do Zimbo Trio, foi um superstar do Festival. O Trio Quintessência mostrou, com suas releituras de choros tradicionais, que a música não tem limites podendo alcançar as raias do virtuosismo. E a Mostra Londrina (série dedicada a artistas locais) foi uma surpresa, com os músicos da cidade revelando um aprimoramento incontestável. O interessante é que todos os artistas e professores convidados vestiram a camisa do Festival. Talvez aí resida nosso sucesso''.
A assessora pedagógica Solange Cristina Batigliana estimou em cerca de ''45 a 50 mil espectadores'' o total da platéia que frequentou aos 50 concertos realizados ao longo das duas últimas semanas. O número é inferior ao verificado no ano passado, de 60 mil pessoas. A justificativa é de que a quantidade de apresentações foi menor nesse ano, com a exclusão de shows em cidades vizinhas como Maringá, Cambé e Ibiporã. Neste ano, apenas Apucarana recebeu uma extensão do FML.
Ao final da entrevista, o diretor da Casa de Cultura da UEL Kennedy Piau obteve apoio dos colegas ao defender a criação de uma escola municipal de música na cidade. ''Londrina já está precisando de uma instituição pública para formação dos instrumentistas, a exemplo do que já temos nas áreas de teatro e dança. O ensino sistemático potencializaria o aprendizado dos alunos no Festival'' argumentou, com aprovação geral.


