FESTIVAL Entre números e novidades
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de março de 2003
Kátia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
O empresário Victor Aronis, promotor do 12º Festival de teatro de Curitiba, lembra que o evento vai manter o mesmo preço ''acessível'' dos ingressos, praticado há quatro anos: R$ 20,00 para a mostra oficial e entre R$ 2,50 e R$ 15,00 para o Fringe. Os preços reduzem gradativamente de acordo com o número de ingressos adquiridos. O orçamento do evento, de R$ 1,7 milhão também é o mesmo há quatro anos. ''Isso não implica em baixar a qualidade e o número das atrações, mas significa que estamos tendo que nos adequar a algumas situações'', justifica Aronis. Este ano, por exemplo, o festival sofreu um problema atípico, relacionado diretamente à mudança do governo.
Os patrocínios demoraram para ser fechados e este ano o festival não conta com o apoio antes consolidado da Secretaria de Estado da Cultura. ''Mais por uma questão da troca de pessoas que por falta de interesse'', ameniza Aronis.
A secretaria não revela o motivo da falta de apoio.
Em contrapartida, a Fundação Cultural de Curitiba aumentou a verba destinada ao festival. O presidente e o diretor da fundação, Cassio Chamecki e Leandro Knophfolz, respectivamente, (ambos, ex-empresários da Calvin Entretenimento) divulgam apoio de R$ 400 mil. Cem mil reais a mais do que nos anos anteriores.
E quando se trata da organização do evento, Aronis observa que o festival já pode ''colher os louros'' de sua consolidação ao longo do tempo. ''Já temos um público cativo do festival.'' No ano passado, cerca de 100 mil pessoas assistiram às peças e participaram dos eventos paralelos, como as oficinas e palestras.
Para esta edição, a estrutura do festival, com as duas mostras principais (a infantil, com apenas duas atrações, e a mostra contemporânea), oficinas, palestras e manhã de autógrafos com escritores será mantida. Este ano, o evento vai contar ainda com a Mostra da Nova Dramaturgia Contemporânea, com a apresentação de três espetáculos de jovens dramaturgos brasileiros. Serão encenados ''Três Cigarros e a Última Lasanha'', de Fernando Bonassi, dirigido por Débora Dubois; ''Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio'', de Mário Bortolotto, direção de Fauzi Arap e ''Dentro'', de Newton Moreno, com direção de Nilton Bicudo.
A produção da mostra é da Cooperativa Paulista de Teatro, Núcleo Teatro Promíscuo e da Expressão & Arte Produção Cultural. Os textos serão apresentados entre os dias 27 e 29, a partir das 19 horas e os ingressos custam R$ 10,00. A mostra também vai contar com debates, que terá como mediador o escritor e roteirista Fernando Bonassi. Os debates têm entrada franca.
A edição 2003, aliás, reduziu bastante o número de espetáculos gratuitos. A Mostra Contemporânea não traz nenhuma atração grátis. Já o Fringe traz 20 peças com entrada franca. Algumas peças da mostra paralela estenderam o preço reduzido de R$ 5,00 para estudantes a todas as categorias e outras praticam preços ainda mais reduzidos, de R$ 2,50. A idéia é que um público cada vez maior tenha acesso aos espetáculos. ''Tem muita gente que não vai ao teatro o ano inteiro, mas aproveita o festival para assistir às peças'', argumenta Aronis.
A novidade deste ano fica por conta da Mostra Metropolitana do FTC, que vai estender a apresentação de algumas peças para seis municípios da região metropolitana. São dez companhias que farão 19 apresentações, todas com entrada franca, nos municípos de Piraquara, Araucária, Pinhais, Colombo, Lapa e São José dos Pinhais.
SERVIÇO
12º Festival de Teatro de Curitiba. De 20 a 30 de março em diversos espaços da Capital. Os ingressos já estão à venda no subsolo do Shopping Mueller, das 10 às 22 horas, de segunda a sábado e das 13 às 19 horas aos domingos. Custam R$ 20,00 (com descontos para clientes Itaú e funcionários da Petrobras) para a Mostra Contemporânea (mostra oficial). O valor dos ingressos do Fringe varia entre R$ 15,00 e R$ 2,50. O valor tem preço reduzido de acordo com a quantidade de ingressos adquiridos.


