SÃO PAULO - A partir de amanhã até dia 1º de abril, mais de 140 documentários sobre os mais diferentes assuntos serão exibidos em São Paulo e no Rio, no festival É Tudo Verdade. Dos túmulos do cemitério Père Lachaise às tramóias de Michael Moore, passando pelo problema do tráfico de órgãos em Recife e, por que não, por um retrato da cantora baiana Maria Bethânia, o festival ainda homenageará o polonês Krzysztof Kieslowski e o paraibano Linduarte Noronha.
Como se vê, confrontando o título do evento (inspirado em obra de Orson Welles), há uma boa chance de alguém sair dessa babélica maratona mais confuso do que esclarecido.
Por outro lado, trata-se de uma boa chance de conferir análises mais aprofundadas de questões momentosas. É o que acontece, por exemplo, com a chamada Guerra ao Terror. Filmes como ''Matem a Mensageira'', ''Iraque em Fragmentos'' e ''Fantasmas de Abu Ghraib'' mostram como, por mais ângulos que sejam exibidos, é muito difícil saber exatamente o que anda acontecendo, de verdade, nas ruas de Bagdá ou nos corredores do Pentágono.

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