Festival do circo sem lona
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Com mais atrações e oficinas em quatro dias de programação, o 2º Festival Curitibano de Circo, que começa hoje, espera dobrar a média de espectadores e inscritos nos cursos. Participam grupos do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará com apresentações em espaços abertos e salas de espetáculos. Os valores dos ingressos variam de acordo com o local, com entrada franca em parte das sessões.
Promovido pela Cia. TripCirco, sediada em Curitiba há cinco anos, o festival é realizado com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As 31 oficinas de técnicas de malabares, equilíbrio, acrobacias e exercícios aéreos (como trapézio, tecido, lira e corda indiana) serão todas realizadas no Campus Educação Física da UFPR. As inscrições ainda podem ser feitas no local.
Para a coordenadora do Festival Curitibano de Teatro, Camila Cequinel, as novidades da segunda edição representam a crescente conquista de espaço da nova arte circense na Capital. No ano passado, o festival durou dois dias, com metade das oficinas e somente um espetáculo. ''Em 2007 tivemos 300 participantes nas oficinas e espaços de treinos e cerca de 500 espectadores. Este ano, no mínimo o dobro a gente acha que alcança'', afirma a coordenadora, que também é integrante da TripCirco. ''De um ano pra cá o público de Curitiba começou a aderir mais à arte circense e a entender essa nova formação do circo e a aceitar'', completa.
Segundo Camila, o público curitibano está se habituando a ver espetáculos circenses fora da lona, com novas técnicas e linguagens, apresentados em teatros, praças e barracões. Além disso, a crescente procura por aulas de circo como opção de lazer ou de atividade física tem aproximado um novo público do circo contemporâneo. No sábado, a partir da 10 horas, artistas e público também poderão participar de um cortejo pelo centro da cidade com malabares, monociclos, pernas-de-pau, entre outros. O grupo sairá da Praça Osório e seguirá pela Rua XV de Novembro até a Praça Santos Andrade, onde um palco aberto está à espera.
Ainda sem patrocínio, o festival conta com a participação de grupos que puderam arcar com as próprias despesas de hospedagem e passagens. ''Eles têm direito à bilheteria dos espetáculos, cerca de 80%. Uma porcentagem vai para o festival custear a divulgação'', explica a coordenadora.


