DivulgaçãoCena de ‘‘Auto da Compadecida’’: clássico da dramaturgia brasileira será reapresentado hoje no Teatro GuaíraForam até agora dez dias de espetáculos. Milhares de espectadores e centenas de artistas. Meia centena de peças teatrais ocuparam mais de 20 locais da cidade e consumiram um investimento total de R$ 3 milhões. Depois de tudo isso, chega ao fim hoje o 7º Festival de Teatro de Curitiba, que se transformou na maior atração cultural da cidade.
Este domingo é o único dos 11 dias de Festival em que uma peça não estará estreando para o público dentro da grade oficial do evento (veja programação do Fringe nesta página). A despedida reservou a repetição de quatro espetáculos, que estrearam ontem.
‘‘Auto da Compadecida’’, de Ariano Suassuna, ‘‘Sob o Sol em Meu Leito’’, de Paulo Moraes e Maurício de Arruda Mendonça, ‘‘Caliban’’, de Marcos Azevedo, e ‘‘Tio Vânia’’, de Anton Tchekhov, foram os encarregados de dar ‘‘adeus’’ aos curitibanos.
‘‘Auto da Compadecida’’, do pernambucano Ariano Suassuna, é um clássico da dramaturgia brasileira e estará sendo apresentado no Teatro Guaíra, às 20 horas. É baseado na literatura de cordel com algo da Commedia dell’Arte. A direção é de Antônio Abujamra e João Fonseca, que comandam o grupo ‘‘Os Fodidos e Os Privilegiados’’ - do qual faz parte a curitibana Guta Stresser, que já foi a própria Polaquinha, de Dalton Trevisan. A coreografia é de Carla Martins e Johaine Ildefonso.
‘‘Sob o Sol em Meu Leito’’ tem a direção de Paulo Moraes, com o Grupo Armazém de Teatro, de Londrina. A peça é inspirada em trechos de ‘‘O Mahabarata’’, um épico indiano, e recebeu críticas elogiosas por onde passou. Será apresentada no Guairinha, às 20 horas.
‘‘Caliban’’ tem direção de Eduardo Bonito e é encenada por Marcos Azevedo. O texto é uma adaptação de ‘‘A Tempestade’’, de Shakespeare, como metáfora da colonização. Será apresentada no Teatro Paiol, às 20 horas.
‘‘Tio Vânia’’ é o texto clássico de Tchekov que ganhou milhares de interpretações pelo mundo afora, chegando também ao cinema. Será encenada pela Cia. de Teatro Promíscuo, comandado pelo experiente Renato Borghi, com direção de Élcio Nogueira. Será apresentado no Teatro do Sesc da Esquina, às 20 horas.

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