Apenas quatro dos cinco filmes nacionais que vão concorrer aos Kikitos foram anunciados pela comissão organizadora do 29º Festival do Cinema Brasileiro e Latino de Gramado. O anúncio foi feito ontem de manhã, em Porto Alegre, e o quinto só será anunciado na semana que vem. O festival deste ano será realizado de 6 a 11 de agosto.
‘‘Memórias Póstumas’’, que André Klotzel adaptou de Machado de Assis (‘‘Brás Cubas’’), é um dos concorrentes brasileiros na categoria de longa-metragem. Os outros três já conhecidos são: ‘‘Duas Vezes com Helena’’, de Mauro Farias, adaptado de um dos contos do único ensaio de ficção do crítico Paulo Emílio Salles Gomes, ‘‘Três Mulheres de Três PPPês’’; ‘‘Urbânia’’, de Carlos Frederico; e ‘‘Neto Perde Sua Alma’’, que Tabajara Ruas, um dos melhores escritores e roteiristas do Rio Grande do Sul, adaptou do próprio livro.
Gramado pretende retomar o conceito do festival de cinema brasileiro, mas não vai descartar a presença latina. Ela vai diminuir nos próximos anos, mas em 2001 quatro títulos concorrem aos Kikitos de melhor filme latino, melhor da crítica e do público: ‘‘Coronación’’, do chileno Silvio Caiozzi; ‘‘Um Amor de Borges’’, do argentino Javier Torre; ‘‘25 Watts’’, do uruguaio Juan Pablo Rebello; e ‘‘Yoyes’’, da espanhola Elena Taberna. Só os filmes brasileiros continuarão concorrendo aos troféus tradicionais: melhor filme, direção, ator, atriz... O júri de longas é integrado, entre outros, pela produtora Marisa Leão e pelos diretores Zelito Viana (do Brasil) e Marcelo Pineyro (da Argentina). ‘‘O Bicho de Sete Cabeças’’, de Laís Bodanzky, inédito no Rio Grande do Sul, foi o filme escolhido para a noite de encerramento.
Mais de cem filmes de curta-metragem inscreveram-se nas categorias de 16 e 35 milímetros. O único média em 16 inscrito foi recusado pela comissão, integrada pelo crítico de ‘‘O Estado de S. Paulo’’, Luiz Carlos Merten; do ‘‘Jornal do Brasil’’, Carlos Heli de Almeida; pelas diretoras e produtoras culturais Marta Biavaschi e Laine Milan; e pelo crítico gaúcho Ivo Egon Stigger. Os 14 curtas em 35 mm que vão concorrer aos Kikitos são: ‘‘A Canga’’, de Marcus Vilar; ‘‘Coruja’’, de Márcia Perraik e Simplício Neto; ‘‘Disfarce Explosivo’’, de Márcio Galindo; ‘‘Distraída para a Morte’’, de Jeferson De, o representante brasileiro do ‘‘Dogma-Feijoada’’; ‘‘Do Amor’’, de Gisela Callas; Françoise, de Rafael Conde; ‘‘Ilha’’, de Zeca Pires, com roteiro de Tabajara Ruas, que participa da competição de longas; ‘‘As Mulheres Choradeiras’’, de Jorane Castro, que já integrou a programação da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, em maio; ‘‘Negócio Fechado’’, de Rodrigo Costa; ‘‘Palíndromo’’, de André Barcinski; ‘‘Pormenores’’, de Flávio Frederico; ‘‘A Roda dos Expostos’’, de Maria Emília de Azevedo; ‘‘Seu Nen꒒, de Carlos Cortez; e ‘‘Sinistro’’, de Renê Sampaio.
Os dez curtas em 16 mm são: ‘‘Ari Okãta Haka - Aqui É Assim’’, de Nicole Algranti; ‘‘100 Anos de Perdão’’, de William Alves; ‘‘Dois Homens’’, de Helvécio Marins Jr.; ‘‘Final’’, de Gustavo Spolidoro; ‘‘Macabéia’’, de Úrsula Dart e Ivana Esteves; ‘‘A Mensagem’’, de Hugo Harris; ‘‘O Tamanho Que não Cai Bem’’, de Tatao Mikai; ‘‘Os Donos da Morte’’, de Alexandre Guerreiro, sobre o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos subterrâneos da ditadura; ‘‘Vênus’’, de Cássio Tolpolar; e ‘‘Vídeo sobre Tela’’, de Marcos De Brito.

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