Brasília O ministro da Cultura, Gilberto Gil, abriu ontem em Brasília um encontro no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro para discutir a política cultural do cinema e apresentar resultados do projeto Doc TV, lançado para incentivar a produção de documentários para a televisão.
O Doc TV, em parceria com a Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), é o 1º Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro, e vai produzir 26 filmes. É a primeira iniciativa do governo Lula para fazer cinema e televisão interagirem na produção cinematográfica.
No total, segundo Orlando Senna, secretário para o Desenvolvimento das Artes Audiovisuais do MinC, 628 projetos foram inscritos. O número é três vezes maior que o do último edital para produção de documentários, que, em 2001, recebeu 201 inscrições.
As propostas escolhidas serão divulgadas no próximo dia 28. Os projetos vêm de 20 Estados brasileiros, mas a intenção é expandir a abrangência do Doc TV para o país todo e até mesmo para a América Latina e outros países de língua portuguesa. ''A gente acertou em cheio em começar a realizar este projeto. O programa continuará e pretende aumentar seu raio de ação'', disse Senna.
O Doc TV foi lançado em 26 de setembro e as inscrições terminaram na sexta-feira passada. O governo dispõe de R$ 5,74 milhões para o projeto. Cada documentário, que deve ter foco na diversidade cultural brasileira, receberá R$ 90 mil de aporte financeiro. Os filmes serão produzidos entre dezembro de 2003 e maio de 2004 e exibidos no período de junho a dezembro do ano que vem.
Gil demonstrou interesse pelo cinema. Depois da vitória em manter a Ancine (Agência Nacional do Cinema) no MinC, o ministro disse que o cinema brasileiro vive um momento extraordinário, de ampliação de campo e o que pode ser um marco institucional do setor.
O ministro foi somente ontem ao Festival de Brasília porque estava no Uruguai. Ontem mesmo, ele viajaria para o interior da Bahia, onde iria se reunir com prefeitos da região da Chapada Diamantina para discutir patrimônio histórico.

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