Festival de Biarritz homenageia Maria Félix
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
María Carmona<br> France Presse 
Biarritz (França) - O rosto de Maria Félix na plenitude de sua beleza está nos cartazes, nos muros e vitrines de Biarritz, cujo Festival de Cinemas e Culturas da América Latina, La Cita, presta homenagem este ano à diva do cinema mexicano, falecida em abril passado.
A cada ano, quando chega La Cita, toda Biarritz é uma grande festa latina. E esta 11 edição é presidida por La DoÀa que será homenageada com ''Enamorada'' de Emilio Fernández e um documentário sobre ela de Carmen Castillo.
Na competição cinematográfica, foi exibido ontem o filme argentino ''Un oso rojo'', o terceiro de Adrián Caetano, depois de ''Pizza, Birra, Faso'' e ''Bolivia'', que colecionaram prêmios e elogios.
Mais dois filmes argentinos competem pelo Sol de Ouro de Biarritz: ''Valentín'', de Alejandro Agresti, e ''Tan de Repente'' de Diego Lerman, assim como os brasileiros ''Madame Satã'' de Karim Ainouz e ''Dois perdidos numa noite suja'' de José Joffily, o chileno ''El Leyton, hasta que la muerte nos separe'' de Gonzalo Justiniano, o colombiano ''Como el Gato y el ratón'' de Rodrigo Triana e os mexicanos ''La habitación azul'' de Walter Doehner e ''El crimen del Padre Amaro'' de Carlos Carrera.
O programa do festival inclui também uma retrospectiva do cineasta cubano Tomás Gutiérrez Alea, de quem se mostra a obra integral, desde seus mais famosos filmes como ''Muerte de un burócrata'', ''Guantanamera'' ou ''Morango e Chocolate'', até trabalhos pouco conhecidos como ''Cartas del parque'', e inclusive seu filme de aprendizagem ''Il sogno di Giovanni Bassain'', realizado na Escola Internacional de Cinema de Roma em 1953.
A outra homenagem do festival vai este ano para uma profissão cinematográfica que rara vez recebe prêmios, a produção, na pessoa do brasileiro Luiz Carlos Barreto, por seus 40 anos dedicados ao cinema.


