Vivian de Albuquerque
Depois da apresentação do grupo ‘‘Los Bonecos’’, da Banda Parangolê e do Coral da UFPR, que aconteceram ontem, o 9º Festival de Inverno de Antonina se prepara para mais um dia de grandes espetáculos.
Hoje, ao meio-dia, em frente ao Teatro Municipal, o grupo Ritirica Chipôu apresentará a peça ‘‘Um terequeté dos diabos’’. Os atores são malabaristas, palhaços, cantores e músicos, que unindo duas das mais ricas e alegres manifestações populares: o teatro de bonecos e o circo, apresentam um espetáculo que não passa de uma grande brincadeira, um grande ‘‘terequet钒.
A partir das 20 horas, a programação, mais voltada para o público adulto, começa com a apresentação da Orquestra de Violões do Paraná. O palco é o da Igreja Matriz, ideal para o repertório programado, que inclui desde o barroco até composições de músicos modernos. O encerramento, depois da apresentação da Comédia ‘‘Coração Dilacerado’’, da Casa de Teatro Produções Artísticas, que acontecerá às 21 horas, ficará a cargo da Banda Filarmônica Antoninense. Ela aproveita seus 23 anos de experiência para mostrar porque é reconhecida como uma das melhores do Brasil, interpretando clássicos populares, nacionais e internacionais, bem como alguns sucessos atuais da MPB.
AVALIAÇÃO
A apenas três dias do final, ontem já foi possível fazer uma avaliação do que deve ser aperfeiçoado para a edição do ano 2000. Algumas das idéias foram comentadas pela coordenadora geral do festival, Dulce Osinski. Segundo ela, apesar do aumento de público em todos os espetáculos e de uma maior participação também nas oficinas, ainda há muita coisa que pode ser melhorada.
‘‘A gente sente que o nível de organização já está sendo muito melhor neste ano’’, conta ela. ‘‘Mas no que diz respeito à concepção, pretendemos mudar várias coisas para o próximo ano. Por exemplo, o fato de começar numa sexta-feira’’.
De acordo com a coordenadora, a idéia inicial com a data marcada era a de aumentar a carga horária das oficinas. Mas o que acabou acontecendo é que elas foram esvaziadas em alguns momentos por causa de compromissos sociais e obrigatórios da comunidade. ‘‘Muita gente ainda tinha que trabalhar até sexta à noite, ou então no sábado pela manh㒒, explica Dulce. ‘‘E isso sem falar, na missa de domingo. Por isso achamos que talvez seja mais adequado começá-lo no sábado’’.
Uma outra mudança deverá ser a criação de espetáculos paralelos. O motivo é a superlotação do Teatro Municipal. Segundo a organização, muita gente acabou ficando para fora por falta de espaço. E o pior, sem uma opção alternativa. ‘‘O processo é esse mesmo’’, conclui a coordenadora. ‘‘A gente tem que reconhecer o que deu e o que não deu certo, para fazer uma correção adequada. Mesmo assim, até agora, ele já foi bem melhor do que o do ano passado’’.

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