Festival celebra 25 anos do do movimento hip hop
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Marcos Roman<br> Reportagem Local 
Um panorama com representantes de várias vertentes da cultura do rap será apresentado durante o "Londrina Live Hip Hop Festival - 25 anos de História". O evento acontece amanhã, das 16 às 20 horas, reunindo 15 atrações locais e regionais no pátio do Museu Histórico da cidade. Show musicais, discotecagem com DJs, números de dança e pintura em grafite fazem parte da programação, que inclui grupos como Power Beat Crew, Sobreviventes e Mano Fler, além dos grafiteiros Cap Style, Carão e Soraia Moraes.
"O Londrina Live Hip Hop é uma segunda etapa do Hip Hopé-Vermelho, que teve sua primeira edição na cidade há um mês. Na ocasião foram premiados com estatuetas 25 nomes de artistas e personalidades que marcaram a história do movimento hip hop em Londrina. Agora o público que não pôde comparecer ao evento terá a oportunidade de assistir a uma mostra do trabalho que grupos e artistas londrinenses e de cidades da região desenvolvem atualmente", afirma Marcelo Belchior, organizador o evento.
Ele explica que o mosaico que será apresentado amanhã é bastante abrangente. "A cultura hip hop engloba o rap, a dança, o grafite e a discotecagem. Atualmente existem cerca de 60 grupos que trabalham com essa cultura que chegou à periferia da cidade há 25 anos, trazida por pessoas que mudaram do interior de São Paulo pra cá. O festival contará com 15 atrações de Londrina e cidades da região, como os rappers Daniel Xeque Mate e Mano Sombra e a da artista plástica Soraia Moraes, que são de Arapongas", salienta.
Belchior destaca que com o passar dos anos o movimento cultural saiu da periferia para atingir públicos diversos na cidade. "Em toda sua trajetória a cultura hip hop sempre esteve atuante em meio à sociedade londrinense, seja em seu ativismo de cunho social, cultural e político ou seja se alastrou em todas as partes da sociedade e sempre causando impacto pelo seu jeito de ser, enfatizando as suas lutas e trazendo suas marcas em seus repertórios, recheados de denúncias e críticas, retratando seu cotidiano violento em forma de poesias rimadas. O potencial e a força da linguagem cultural hip hop hoje está nas salas de aulas, nas faculdades, centros culturais, penitenciárias, escolas de música e dança, igrejas, grandes eventos sociais", pontua.
O produtor afirma que Londrina tornou-se um polo do hip-hop no Sul do País, contando com grandes artistas de renome nacional dentro do segmento e que além de promover grandes eventos culturais, os integrantes do movimento realizam várias ações sociais da cidade. "Vários grupos de rap foram se multiplicando e aumentando o número de participações em workshops, audiências públicas, campanhas de arrecadação de agasalhos, doações de alimentos, palestras sobre sexualidade, alcoolismo, gravidez precoce, combate às drogas e a criminalidade, sempre com o rap através de letras conscientes e informativas. No ano passado conseguimos arrecadar meia tonelada de alimentos, que foram distribuídos na aldeia caingangue. No momento estamos nos mobilizando para arrecadar brinquedos que serão distribuídos no Natal a crianças carentes do Jardim Cristal II, localizado na zona sul. As pessoas que tiverem interesse em colaborar podem doar brinquedos durante o Londrina Live Hip Hop Festival", ressalta. O evento tem patrocínio do Promic.
Serviço:
Londrina Live Hip Hop Festival
Quando Amanhã, das 16 às 20 horas
Onde Museu Histórico de Londrina (R. Benjamin Constant, 900)
Quanto - Gratuito


