Estrelas como o diretor Antonio Abujamra e sua peça ‘‘As Fúrias’’ - concorridíssima nos três dias de apresentações no Guairinha - o ator Raul Cortez dando vida aos poemas de Fernando Pessoa e Garcia Lorca em ‘‘Um Certo Olhar Pessoa-Lorca’’ - também com casa lotada no Guairão - e o espetáculo português ‘‘É o Mar, Alfonsina, é o Mar’’, que lotou o Paiol no sábado e domingo, deram o fecho final ao 8º Festival de Teatro de Curitiba, encerrado ontem.
Depois de onze dias de atividades, resta agora um balanço final e o mais importante: repensar os erros e acertos para a próxima edição, segundo Leandro Knopfholz, um dos organizadores do evento. Antes do cômputo geral já havia uma prévia, em números levantados até sábado, de como foi o festival neste ano. Segundo a assessoria de imprensa foram colocados à venda 51 mil ingressos. Desse total, o público adquiriu 40 mil. Nove mil foram consumidos por turistas. Cerca de 8 mil distribuídos como cortesia. Em torno de 35 mil pessoas assistiram aos espetáculos de rua e participaram das sessões especiais, como oficinas, palestras e debates.
Uma coisa é certa: o fringe mostrou seu poder de fogo; os eventos especiais deverão ser melhor estruturados para o próximo ano, inserindo-se mais na grade de programação. São eles que dão a cor do festival, comentou Leandro. A proposta também é a de aumentar a curadoria, para se ter um panorama mais amplo daquilo que se faz no Brasil, tornando mais concreta a proposta do festival de ser uma vitrine daquilo que se faz na cena nacional.

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