Um show em homenagem ao rock-star Freddie Mercury, morto em 1991, acentua a diversidade do 26º Festival de Música de Londrina. O concerto, batizado ''Queen - Tributo a Freddie Mercury'', acontece hoje, às 23 horas, no Londrina Country Club. As canções serão interpretadas pela Big Band Sandoz, Banda Jazz Sinfônica e Banda de Músicos de Londrina.
É um dos destaques da programação desta sexta-feira que traz ainda um concerto dedicado às vanguardas musicais do início do século 20, um recital do violonista gaúcho Marcos Kroning Correa, a Troupe de Gaita, uma série de apresentações em hospitais e empresas, além de um concerto-extensão em Apucarana.
No tributo ao vocalista do Queen, os três conjuntos se apresentam separadamente com repertórios distintos, embora a Jazz Sinfônica seja integrada por músicos das outras duas formações. O espetáculo foi idealizado por Marco Antônio de Almeida, diretor artístico do FML. Reunirá hits do Queen em arranjos instrumentais, com exceção de algumas canções que serão interpretadas por Anderson Nascimento, um dos professores convidados do Festival (ele está ministrando uma oficina de coro cênico).
''Vou fazer uma performance com figurino e coreografias. Será uma pequena participação dentro do concerto. Vou cantar ''We Are The Champions'' e, talvez, ''Bohemian Rhapsody'' conta. ''Bohemian Rhapsody'', um pastiche operístico de quase seis minutos, era o carro-chefe de ''A Night At the Opera'' (1975), quarto e melhor álbum do grupo. Para Anderson, o Queen ampliou os códigos do rock ao incorporar elementos de música erudita em suas composições.
''O Freddie Mercury era um grande cantor e um grande compositor. Antes de formar a banda, estudou artes. Usou a técnica de canto lírico no rock'n'roll. Foi o primeiro a usar aberturas vocais audaciosas. E fez shows memoráveis'' explica. O regente Edivaldo Chiquini, 43 anos, responsável pelos arranjos da Banda Jazz Sinfônica, é outro entusiasta do cantor. ''Mercury conhecia música, sabia tudo de harmonia e arranjo. Era o autor da maioria das músicas da banda. Diferenciava-se da maioria dos roqueiros. Por isso, influenciou muita gente. Eu mesmo sou da geração que saía da escola para ouvir o Queen em casa'' revela.

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