FESTIVAL - O som tem que continuar
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O 25º Festival de Música de Londrina acabou no último domingo. Mas alguns projetos desenvolvidos durante sua programação poderão ter continuidade até o final do ano. A proposta passa por captação de mais recursos e abrange três oficinas: Violino ministrada com o Método Suzuki, Musicalização Infantil em creches e Musicalização para crianças com necessidades pedagógicas especiais. São as ''meninas dos olhos'' do diretor Marco Antônio de Almeida.
''A música é o melhor canal de contato com as crianças. Ela ajuda no desenvolvimento vocal, na coordenação motora e principalmente na concentração. Como venho dizendo, evento é vento e passa. Por isso gostaria muito que esses três projetos prosseguisem para além das duas semanas de grande barulho'' salientou ele durante entrevista coletiva concedida ontem na Secretaria de Cultura e da qual participou também o Secretário Municipal de Cultura Luciano Bitencourt.
O problema é a escassez de verbas. Almeida convocou o empresariado para bancar a empreitada. ''O Festival foi aprovado só em maio pelo Ministério da Cultura, por isso teve o prazo de prestação de contas estendido até janeiro. Ainda há tempo, portanto, para a iniciativa privada patrocinar esses projetos através da lei de renúncia fiscal'' avisa.
Orçado em R$ 435 mil, o Festival de Música foi realizado pela Secretaria de Cultura do Estado, Prefeitura Municipal e Universidade Estadual de Londrina. Nesta edição, contou com patrocínio do Ministério do Turismo, Eletrosul e Ministério da Cultura. A programação reuniu 90 concertos, 20 deles realizados em sete cidades-extensões (Cambé, Ibiporã, Bela Vista do Paraíso, Porecatu, Sabáudia, Apucarana e Maringá). Estima-se que o 25º FML teve um público de pelo menos 35 mil pessoas.
''Foi um festival das ruas. Muitos concertos aconteceram em locais públicos como o Calçadão, a Concha Acústica, o Mercado Shangri-lá, a Praça da Vila Brasil'' ressaltou Luciano Bitencourt. ''Foi também um festival das músicas. Acho que, sem abandonar a programação pedagógica e a música erudita, essa edição intensificou a abertura para linguagens populares como o samba, o rock e o hip hop'' completou o secretário municipal de Cultura.
Almeida ressalvou que a abertura ao ''popular'' não se ateve aos palcos. ''Gosto de música popular, mas gosto mais de dar suporte para quem a faz. A idéia não era fazer concertos, pois isso já temos na televisão. A intenção era dar ênfase aos cursos, procurando oferecer formação aos alunos já que o gênero também conta com códigos próprios de domínio'' explicou.
Assumindo já a edição 2006, o diretor anunciou que estará de dois em dois meses na cidade dividindo a organização do Festival com suas atividades de concertista. Com a cabeça no futuro, sonha em convidar o compositor londrinense (radicado há duas décadas e meia em São Paulo) Arrigo Barnabé para abrir o evento do próximo ano. Pensa também em trazer uma ópera tradicional, um espetáculo de balé (cita a montagem ''Gabriela'', com trilha de Edu Lobo), além de promover um concurso nacional de música de câmara.


