FESTIVAL - Furacão Londrix
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de setembro de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Um livro de bolso intitulado ''Literatura Brasileira Hoje'', publicado no ano passado, continua gerando polêmicas. De autoria do crítico e ex-editor da revista Cult, Manuel da Costa Pinto, o pretensioso volume apresenta um panorama contemporâneo das letras nacionais destacando autores representativos de nossa diversidade poética e ficcional.
Ao vir a público, foi malhado por muita gente. No recente número da revista londrinense Coyote, o poeta Rodrigo Garcia Lopes volta a disparar contra o opúsculo, revelando o inesgotável poder de fogo do assunto. Contenda verbal é o mínimo que se espera da mesa-redonda oportunamente intitulada ''Literatura Brasileira Hoje'', que acontece neste domingo, às 14 horas, no Teatro Zaqueu de Melo, como parte do Londrix 2005.
Rodrigo, um dos curadores do Festival Literário, será um dos debatedores. Ao lado dele estarão Horácio Costa, Maria Esther Maciel, Paulo Sandrini e Ademir Demarchi. O primeiro é poeta, tradutor e ensaísta em São Paulo. Doutor em Literatura na Yale University, foi por dez anos professor de literatura brasileira e teoria literária na Universidade Nacional do México. Atualmente é professor do departamento de Letras da USP.
É autor de ''Satori'', ''O Livro dos Fracta'', ''The Very Short Stories'', ''Quadragésimo'' e ''O Menino e o Travesseiro''. Organizou o simpósio (posteriormente transformado em livro) ''A Palavra Poética na América Latina: Avaliação de uma Geração'', que recebeu o prêmio de melhor acontecimento literário de 1990 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Maria Esther Maciel, por sua vez, é escritora, ensaísta, professora de Teoria Literária e Doutora em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Estudiosa das vanguardas latino-americanas, fez Pós-Doutorado na University of London sobre o cineasta britânico Peter Greenaway. É autora de ''Triz'' (poemas), ''As Vertigens da Lucidez: Poesia e Crítica em Octávio Paz'' (ensaio) e ''O Livro de Zenóbia'' (ficção). Este ano seu livro de ensaios críticos ''A Memória das Coisas'' foi um dos finalistas do Prêmio Portugal Telecom.
O curitibano Paulo Sandrini é escritor, designer gráfico, editor da Kafka Edições Baratas e autor do livro de contos ''Vai Ter Que Engolir!'' e do romance ''O Estranho Hábito de Dormir em Pé''. O maringaense Ademir Demarchi, por fim, é poeta, crítico literário, Doutor em Literatura Brasileira, organizador do livro ''Passagens Antologia de Poetas Contemporâneos do Paraná'' e um dos editores da revista literária Babel. Atualmente prepara o livro ''Janelas para Lugar Nenhum''.
No material divulgado à imprensa, foram elencadas algumas questões passíveis de estimularem o debate: Quais são as características da literatura produzida hoje no Brasil? É possível falar em movimentos ou assistimos a uma segmentação de público e mercado? A literatura contemporânea é lida hoje? Quais são os principais problemas do sistema literário contemporâneo? Qual o papel da imprensa e da mídia neste contexto? Quais são as tendências e linhas de força da nova literatura produzida hoje?
Bem, é papo para discorrer por toda a tarde. Vamos lá?


