Todos são cruéis. A diferença é que alguns ainda sabem ser sutis. O grupo Cabauêba, de Fortaleza (CE), atração hoje e amanhã no 38º Festival Internacional de Londrina (Filo), às 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo (Avenida Rio de Janeiro, 413), usa os artifícios dessa sutileza numa interpretação minimalista para chegar, através da adaptação do livro de contos homônimo da escritora cearense Tércia Montenegro, aos esconderijos da crueldade.
''Queremos que a platéia consiga mergulhar nos personagens da peça'', antecipa o diretor Lucas Sancho, que também fez a adaptação do texto.
O palco evidencia, o rosto da perversidade que tentamos esconder com as mãos da sutileza. No drama, os personagens esperam pelo público nas três estações em que o livro se divide. A estação da memória, do mistério e a do silêncio - palavras que em si podem hospedar a crueldade pelo que guardam, escondem ou não confessam.
O amor não correspondido é uma das facetas, que moverá a crueldade no enredo.
As crianças também sabem ser cruéis não sendo poupadas no livro de contos e na peça, que apresenta no Filo o trabalho de um elenco jovem.
Para contar essas histórias de perversidades, o grupo realça detalhes da obra literária com fotos em preto e branco, animando o pensamento do espectador convidado a fabular.

Serviço:
FICHA TÉCNICA
Cabauêba
Adaptação e direção: Lucas Sancho
Produção: Ayla Rodrigues
Produção executiva: Davi Sabry
Figurino: Elisa Porto
Iluminação: Lucas Sancho
Cenografia e sonoplastia: grupo
programação multimídia: Lucas Sancho
Música original: Gustavo Portela

mockup