FESTIVAL - Aperitivo Mix no Filo
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quinta-feira, 13 de maio de 2004
Karla Matida<br>Reportagem Local 
O Mix Brasil Festival das Diversidades Sexuais só acontece em Londrina em agosto. Mas a Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia), promotora do evento, aproveita a efervescência do Filo para mostrar uma prévia do que será visto daqui três meses.
Hoje a partir das 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo serão apresentados cinco curtas-metragens premiados no ano passado na mostra competitiva. ''A questão da diversidade sexual e das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) é muito complexa. O workshop é enfadonho, já os filmes são lúdicos. Você vivencia, você sente'', explica Paulo Wesley Faccio, coordenador do evento justificando o fato do Mix Brasil ter apoio do Ministério da Saúde e Unesco.
''No ano passado, primeira edição do Mix Brasil em Londrina, que é a cidade do Paraná que sedia parte do festival, tivemos uma média de 250 pessoas por dia'', lembra Faccio. Para este ano, além dos 44 filmes programados, ''também acontecerão exposições artísticas, um café, um lounge e mesas temáticas focadas na diversidade sexual com a participação de professores e psicólogos'', avisa.
Quando em 1993, o New York Lesbian and Gay Experimental Film Festival decidiu ampliar suas fronteiras, André Fischer ficou responsável pela programação brasileira do Mix New York. De lá para cá o Mix Brasil ganhou o reconhecimento e se tornou um festival itinerante de cinema e vídeo relacionados à sexualidade. No ano passado foram exibidos cerca de 150 filmes e vídeos de 17 países em São Paulo, Santos, Recife, Campinas, Sorocaba, Assis e São Carlos. Aproximadamente 35.000 espectadores puderam conferir filmes que dificilmente entrariam em cartaz no circuito comercial. ''A cultura e a educação acionam os mecanismos de revisão dos valores. Os filmes aproximam e tiram o grau de preconceito'', explica


