O 25º Festival de Música de Londrina começou sexta-feira, mas os concertos oficiais de abertura ficaram para hoje e amanhã com as respectivas apresentações da Orquestra Sinfônica da UEL e Orquestra Sinfônica do Paraná. Os dois concertos serão realizados a partir de 20h30, no Teatro Ouro Verde, com entrada franca.
A Osuel, sob regência do maestro Henrique Vieira, interpretará as peças ''Fantasia Coral para Piano, Coro e Orquestra'', de Ludwig Van Beethoven (1770-1827); ''Abertura Acadêmica'', de Brahms; e ''Suíte Brasileira'', de A. Nepomuceno. O pianista e diretor artístico do Festival, Marco Antônio de Almeida, será o solista.
A noite contará ainda com 120 vozes de diversos coros da cidade. O maestro Henrique Vieira é carioca, com formação em música (bacharel-habilitação em violino) pela Universidade Federal de Goiás na classe do professor Alessandro Borgomanero. Especialista em performance musical pela mesma instituição, participou de diversos master classes com professores americanos e europeus.
A peça que pinçou do repertório de Beethoven para o concerto de hoje traz histórias dramáticas à tona. Marco Antônio de Almeida conta que ''quando a escreveu, o compositor estava completamente surdo''. Lembra que ele quis regê-la diante dos músicos em sua primeira execução. Estes, estupefatos, seguiram o primeiro violino. Beethoven permaneceu ali, sem poder ouvir a interpretação de sua obra.
Ao fim do concerto, um músico aproximou-se do compositor virando-o de frente para agradecer os aplausos da platéia. Almeida contou a história na última quarta-feira durante a entrevista coletiva de lançamento do Festival, cuja direção voltou a assumir após morar alguns anos na Alemanha onde desenvolveu carreira como pianista e professor.
Ele assinala que acompanha o FML desde seu início. Dirigiu-o entre 1990 e 1994. ''Sobrevivi a duas edições do festival durante o Plano Collor, quando não havia Lei Rouanet. Todos os patrocinadores retiraram apoio, mas o festival aconteceu assim mesmo. É preciso buscar soluções, não problemas'' diz ele. Como músico, o pianista ostenta um currículo respeitável e prestígio internacional.
Como intérprete de Mozart, apresentou-se em diversos festivais alemães, além de ter gravado a obra do compositor com a Orquestra Filarmônica de Berlim. Também na Alemanha, ajudou a divulgar a música brasileira no exterior lançando um CD com peças de Ernesto Nazareth. Não menos respeitável, a Orquestra Sinfônica da UEL comemorou há pouco duas décadas de fundação. É um ano mais ''velha'' que a Orquestra Sinfônica do Paraná, criada em 1985.
A OSP é a atração de amanhã, às 20h30, no Teatro Ouro Verde onde se apresentam sob a batuta do maestro Alessandro Sangiorgi. O programa do concerto reúne ''Passacaglia - Transcrição para Orquestra de Cordas'', feita por Jaime M. Zenamon para peça de John Sebastian Bach; ''Pulcinella - Suíte de Ballet'' (Igor Stravinsky); e ''Sinfonia nº 5 em dó menor'', op.67 (Ludwig Van Beethoven).
Além dos concertos de gala de hoje e amanhã, a programação do Festival oferece outras atrações ao longo dos dois dias incluindo shows de choro, rock, música instrumental e coral. O festival decola.


Sob regência do maestro Henrique Vieira, a Osuel vai interpretar peças de Beethoven, Brahms e Alberto Nepomuceno que terá participação de 120 vozes de coros da cidade. O diretor artístico do Festival, Marco Antônio de Almeida ( ao lado, durante ensaio geral), será o solista da noite

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