Organizador do 2º Festival Nariz Vermelho, que reuniria dezenas de palhaços de outros Estados e países em Londrina, Fernando Góis também resolveu adiar o evento programado para ocorrer em novembro. ''Havíamos programado 18 apresentações com artistas do Brasil, Espanha, Argentina e Grécia. A estimativa de público era de 10 mil pessoas, pois todas as apresentações seriam realizadas em espaços públicos da cidade. Entretanto, tivemos que cancelar o evento, pois só recebemos R$ 27 mil de um total de R$ 54 mil previstos'', queixa-se Góis.
Segundo ele, a primeira parcela foi paga em agosto e a segunda, que seria paga em outubro, não tem data prevista de pagamento. ''O que mais me espanta é que as verbas destinadas ao Promic já estavam previstas no orçamento da prefeitura e a Câmara de Vereadores é paga por nós exatamente para fiscalizar a prefeitura. Por que esse trabalho não está sendo feito?'', questiona.
A organizadora do Festival de Teatro do Oprimido optou por adiar para março o evento que aconteceria no próximo mês. ''Trabalho com o Promic há nove anos e esta é a primeira vez que ocorre uma crise como essa. É uma pena, pois todo mundo sai perdendo'', afirma Nádia Burk. Ela diz que a grade de atrações do festival deve sofrer alterações em função da mudança no cronograma. ''Fizemos contato com oito grupos de fora de Londrina e havíamos conseguido reservar datas para novembro, porque nesse período não outros festivais acontecendo no país. Já em março vai ser mais difícil, pois concorreremos com festivais de São Paulo e Porto Alegre'', ressalta Nádia, que diz ter recebido do Promic apenas R$ 26 mil dos R$ 54 mil previstos para o evento. (M.R.)

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