Festivais o ano todo
Incluída no roteiro das cidades históricas de Minas Gerais, Tiradentes, a cerca de 210 quilômetros de Belo Horizonte, se gaba de ser a mais charmosa e tranquila entre as suas vizinhas. E é só passar alguns dias lá para perceber que essa afirmação tem sua cota de verdade.
O antigo Arraial de Santo Antônio do Rio das Mortes, fundado por paulistas à procura de ouro, passou à Vila de São José del Rei em 1718, e virou essa simpática cidade cujo nome é uma homenagem ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira, que nasceu pelas bandas de lá em 1746. Hoje, vive do turismo e dos festivais que promove durante todo o ano. Entre eles, Mostra de Cinema, em janeiro, Festival Harley-Davidson, em junho, e o 5º Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, em agosto.
Mas se você realmente quiser sentir a tranquilidade e a atmosfera colonial tão divulgada pelos tiradentinos a dica é curtir a cidade mineira, que fica aos pés da Serra de São José, fora do período desses grandes eventos. Chegando ao centro histórico onde fica a maioria das pousadas, lojas e restaurantes , esqueça do carro. O programa é flanar pelas ruas de pedra e apreciar o conjunto arquitetônico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938.
Vale caminhar, andar de bicicleta como fazem os moradores de lá, alugar um cavalo ou passear em uma das 30 charretes, a mais divertida das opções para conhecer seis pontos turísticos de Tiradentes.
Comece pelos cartões-postais. Além da imponente Igreja Matriz de Santo Antônio, o chafariz de São José é um dos pontos mais visitados. Com a frente parecida à fachada de uma capelinha, o chafariz, construído em 1749, ainda exerce sua função de matar a sede de seus visitantes. E dizem que quem bebe das águas cristalinas não tarda em voltar a Tiradentes.
Outro lugar cobiçado pelos turistas é o Museu Padre Toledo, que foi sede da primeira reunião dos inconfidentes, em 1788. Dentro dele, você encontrará pedaços da história da cidade revelados pelos objetos de época expostos. Fazem parte dessa lista móveis antigos, pedaços de altares, cedros, castiçais, correntes usadas em escravos e as inúmeras pinturas nos tetos de madeira.
Perto de lá tudo em Tiradentes é perto , ficam a Casa da Câmara e a Cadeia, hoje um pequeno museu de arte sacra. A visita vale pelo valor arquitetônico e histórico dessas construções.





