Festivais de música se unem em Rede Brasileira para fortalecer o segmento
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Redação FolhaWeb com Assessoria de imprensa 
Os festivais de música sempre tiveram um importante papel simbólico e estrutural na construção da narrativa da Música Brasileira. Seja através de processos de promoção, de rotas de circulação e formação de plateia, até o momento mais recente, no qual os festivais de música independente assumiram um papel de protagonismo na irradiação da nova música brasileira e, fundamentalmente, das novas tecnologias e alternativas para o cenário crítico vivido pelo modelo anterior.
De forma comprometida e movidos pelo desejo de abrir espaço para estes novos artistas, pouco mais de uma dezena de produtores procurou, a partir dos anos 90, construir projetos de música independente em suas próprias cidades, como uma forma de criar pontes entre o cenário cultural local e o mundo. A partir dos anos 2000, com o acirramento da crise da grande indústria, e com as conexões promovidas pela cultura digital, este processo ganha mais força, ao mesmo tempo em que o contato entre estes produtores se intensifica.
Como fruto disso, em 2005, 16 festivais de música independente se uniram numa iniciativa que gerou conseqüências decisivas para o cenário musical brasileiro. Com base em três princípios fundamentais: compromisso com a cena local, compromisso com a continuidade, e troca de tecnologias, estes festivais já não estavam mais isolados em suas cidades e constituíram a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes).
Consolidada, a Abrafin canalizou e fomentou vários debates, envolvendo temas diversos e muitas vezes polêmicos. Num primeiro momento, o impulso veio pelo apelo de sua novidade e, depois pelo fortalecimento dos festivais independentes, tornando-se uma plataforma fundamental para a criação de ambientes propícios à circulação não apenas artística, mas também de conhecimento. Estes debates contribuíram muito para que os antigos e novos formatos de produção e gestão pudessem se encontrar, dialogar e estabelecer os seus limites.
Nesta semana, o lançamento dos Circuitos Regionais e Estaduais de Festivais, que a partir de agora formam a base da organização, apresenta-se como o marco deste novo momento. Muita coisa mudou nos festivais, no Brasil e nos modelos de gestão e da entidade e, para dar sequência a essa história, é que foi lançada hoje a Rede Brasileira de Festivais.


