Reunir o Batman, a Mulher Gato, a família Flinstones, príncipes e princesas medievais, odaliscas e sultões, a Cleópatra, o Marco Antônio e vários outros ecléticos personagens num ambiente dançante e descontraído é a proposta das festas à fantasia, que foram comuns nas décadas de 70 e 80 e estão agora sendo reeditadas com sucesso. Num único final de semana, em Curitiba, aconteceram nove festas temáticas.
Numa delas, a psicóloga Daniele Capristo Romanoski e a advogada Flávia Lúcia Mazur se transformaram em Cleópatra e odalisca, respectivamente, enquanto seus maridos encarnaram os personagens sultão e Marco Antônio. ‘‘Enquanto estávamos no carro, indo para a festa, as pessoas olhavam muito para nós’’, lembra Flávia.
Arquivo PessoalFernando e Flávia Mazur: ‘‘Enquanto estávamos no carro, indo para a festa, as pessoas nos olhavam muito’’Mas, a diversão começou bem antes, à tarde, quando elas foram alugar as fantasias. ‘‘Todas queriam ir de Cinderela, mas a roupa não coube em ninguém’’, lembra Flávia. Elas comentam que a festa durou o dia todo e que valeu à pena. ‘‘Gastei cerca de R$ 130,00 no aluguel, mas, como só vamos a estas festas de vez em quando, valeu o investimento’’, diz Daniele.
Durante a festa, que aconteceu no Memorial Restaurante, no Largo da Ordem, a diversão foi garantida. ‘‘O ambiente das festas à fantasia é descontraído e engraçado, pois todos têm uma desculpa diferente para observar mais as pessoas’’, comenta Flávia. Daniele diz que adora e sempre vai a estas festas. ‘‘Eu começo a me preparar uma semana antes’’, diz ela.
No final da noite, antes de ir para casa, os dois casais ainda foram comer cachorro-quente numa lanchonete do Batel, chamando a atenção de quem estava no local. Mesmo assim, eles garantem que não sentiram vergonha. ‘‘Estávamos em turma e no clima da festa’’, justificam.
Um dos proprietários do Memorial Restaurante, onde no último mês aconteceram duas noites à fantasia reunindo cerca de 500 pessoas, Renato Munhoz Burgel, garante que estas festas são mais divertidas do que as convencionais. ‘‘As pessoas estão despidas da preocupação de serem elas mesmas’’, argumenta.
Arquivo PessoalA psicóloga Daniele Capristo Romanoski, fantasiada de Cleópatra: ‘‘Gastei cerca de R$ 130,00 no aluguel da roupa, mas valeu o investimento’’No mesmo dia em que aconteceu a primeira das duas festas, outras nove foram realizadas na cidade. Mesmo assim, 300 pessoas impecavelmente fantasiadas compareceram ao Memorial. ‘‘Acho que houve uma mudança de comportamento, motivada pelo crescimento da cidade’’, diz Burgel. ‘‘Aquela história de festa à fantasia onde ninguém ia fantasiado não existe mais’’.
Além disto, ele comenta sobre a riqueza das fantasias e sobre a preocupação das pessoas em se preparar para a festa. ‘‘Sabendo que todos estarão fantasiados, as pessoas têm mais tranquilidade para investir na sua produção e encarnam mesmo um personagem’’, diz.
Nem mesmo o fato do restaurante estar instalado no calçadão do Largo da Ordem, o que obriga às pessoas a uma razoável caminhada à pé, inibiu o público presente às festas. Burgel garante que não houve nenhum constrangimento. Prova disto é que uma festa à fantasia enorme, com previsão para mil convidados, já está agendada para o próximo mês, no mesmo local.
‘‘A humanidade está cada vez mais fantasiada, heterogênea e divertida, tornando comum a presença de tipos estranhos nas ruas, como punks, drag-queens e outros, diz ele. Em sua opinião, a naturalidade com que as festas à fantasia estão acontecendo em Curitiba é própria de uma cidade grande.Retomando costumes de décadas anteriores, as festas à fantasia estão cada vez mais presentes, animadas e produzidas
Arquivo PessoalO operador de câmbio Roberto (Tite) Klausi Júnior, comemorou o aniversário, como ‘‘Máskara’’, ao lado de 900 amigos fantasiados

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