Curitiba Os curadores do Lucky Strike Lab estão definindo o evento como uma ''celebração à criatividade''. O termo é bem-vindo, já que até então não se sabia muito bem como enquadrar a festa que acontece hoje, no Moinho Novo Rebouças, em Curitiba. Além de apresentar propostas interativas, como o Lab Music, onde o convidado poderá criar, mixar e gravar a sua própria música; o Lab Arts, onde o público é estimulado a pintar em uma imensa tela e o Lab Tee, onde uma camiseta personalizada poderá ser criada, o evento vai mostrar o trabalho de 20 artistas pré-selecionados nas áreas de música, artes plásticas, fotografia e vídeo.
O evento multicultural está sendo organizado desde julho, quando abriram as inscrições para os artistas interessados. A organização não revela o número de inscritos, mas os selecionados para essa primeira edição interativa em Curitiba foram Dani Aguiar, S. Vianna, Dani Moror, Eraldo Rosa Filho e Selvagem, na área de artes plásticas. Marcus Fernandes Telles, Projeto Hyper, A3, Ticiano Paludo, Vadeco e os Astronautas na área de Música. Felipe Gombossy, Catherine Ferraz, Gabriel Gallarza, Paulo Koehler e Alessandra Haro na área de fotografia e Kitty Menezes, Gabriela Greeb, Murilo Hauser, Vergínia Grando e Alessandra Haro na área de vídeo.
O cineasta Beto Carminatti, curador do evento na área de vídeo, diz que o que mais chama a atenção nos projetos selecionados é justamente a interatividade. Ele também aponta o suporte de captação com uma tendência que pode ser observada no mercado atual, tanto por questões econômicas como por opção de linguagem. ''A maioria dos trabalhos foi captada no sistema digital'', revela Beto. Dos trabalhos selecionados para a área de vídeo, o único captado em película é o de Vergína Grando.
Já na área de fotografia, o curador Orlando Azevedo diz que não foi possível observar novas tendências na área, analisando os trabalhos inscritos. ''Não há uma nova tendência porque não há limites para a criação'', diz, complementando que ''é na criação que o homem se sublima e se insere no universo do cosmo''. Para ele, a tarefa de selecionar trabalhos é árdua. ''A fotografia permite as mais diversas leituras na qual a câmera é apenas um mero instrumento, como o pincel para o pintor.'' No caso do evento, conta, os critérios utilizados por ele foram baseados na temática proposta: a cultura urbana.
O Lucky Strike Lab já aconteceu em Curitiba no ano passado, mas em uma edição bem mais tímida e sem a exposição de trabalhos de artistas pré-selecionados. ''O ano passado foi só a interatividade'', conta Beto Lago, um dos curadores do evento. Ele ressalta que um dos principais objetivos do evento é fomentar a cultura. ''E Curitiba mostra um grande interesse para atividades culturais.''
Mesmo sem divulgar o número de inscritos para a mostra da versão curitibana, Lago revela que o índice representa 70% dos artistas inscritos no Rio de Janeiro, por exemplo. ''A participação foi boa'', analisa o curador, que assina a coordenação do evento com Fabíola Kassin.
Além das atividades interativas e da mostra dos trabalhos, o evento também vai ter DJ's se revezando na pista de dança e filiais de bares e restaurantes da cidade. Mas não se animem os boêmios: a festa é restrita para convidados.

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