Festa em Maringá promove prato típico
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domingo, 03 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A 1ª Festa do Porco no Tacho, que será realizada de 8 a 10 de setembro em Maringá, é uma das tentativas de eleger o prato típico da cidade, ao mesmo tempo atrair visitantes da região. A idéia de criar um prato típico nasceu de um projeto do vereador Basílio Bacarin (PSDB), que chegou a aprovar uma lei instituindo o porco no tacho como símbolo gastronômico da cidade. A idéia foi de encontro com a opinião de outros setores, que defendem desde a costela ao fogo de chão à piapara na grelha. O vereador recuou e criou então a festa, que será realizada no estacionamento do Estádio Willie Davids.
Para não criar atritos entre os defensores de cada prato, explica a coordenadora de Turismo da Prefeitura de Maringá, Tiana Lorencete, foi realizada uma pesquisa de opinião. O porco no tacho realmente venceu com 37% dos votos, lembra.
A pesquisa, feita em agosto do ano passado deixou a costela ao fogo de chão, concorrente mais próximo do porco no tacho, em segundo lugar com 18% das preferências. A opinião pública já foi tomada, e agora queremos promover uma festa para tornar o prato uma tradição, lembra Tiana.
Dependendo do sucesso da festa e de outros detalhes, o Conselho Municipal de Turismo pode oficializar o porco no tacho como prato típico. Os detalhes, explica Tiana, que faz parte no conselho, seria a presença do porco no tacho nos restaurantes da cidade, e também de incentivar a adoção de um prato regional. Ela lembra que hoje, alguns restaurantes próximos a Maringá já adotam o prato, enquanto municípios vizinhos fazem o porco ou leitoa no tacho como prato típico. Reunindo todos os requisitos teremos mais condições de eleger o prato típico e atrair visitantes, diz.
Outra cobrança do conselho, lembra Tiana, é que a festa não será apenas gastronômica. Já à partir deste ano queremos desenvolver uma atividade cultural para resgatar as tradições da colonização, de onde veio o porco no tacho, afirma. Os visitantes da festa, que terão 26 barracas para apreciar o prato, podem conhecer a origem do porco no tacho.
Registros históricos da colonização de Maringá comprovam que um dos pratos mais comuns na época era o porco no tacho, da forma como será servido na festa. A carne de porco é cortada em cubos e preparada na banha do animal. Servida com arroz e mandioca atendia às necessidades energéticas dos colonizadores, quase sempre obrigados e longas jornadas de trabalho.
A Associação Comunitária da Zona 7, que está organizando a festa, espera um público de pelo menos 60 mil pessoas. Foram colocados 10 mil convites antecipados e praticamente tudo já está vendido, comemora Aparecido Lopes, presidente da associação. Ele lembra que todas as barracas terão a renda revertida para entidades sociais, e os visitantes poderão assistir shows artísticos e folclóricos. Cada convite custa R$ 7,00. Produtores de derivados de carne suína também estarão vendendo defumados durante a festa.


