Festa brasileira em Cannes
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Luiz Carlos Merten <br> Agência Estado 
Cannes - Temos visto alguns bons filmes latinos - ''No'', do chileno Pablo Larraín, com Gael García Bernal, é dos melhores. O Brasil, país homenageado, tem marcado presença. Ontem, Cannes Classics apresentou a versão restaurada de ''Xica da Silva'', em presença de Cacá Diegues, que preside o júri da Caméra d'Or, a Palma do primeiro filme (para diretores estreantes). Cacá é o cineasta brasileiro que mais vezes esteve aqui em Cannes, participando de praticamente todas as seções do festival. Presidir o júri da Caméra d'Or é mais uma honraria que o evento lhe presta, neste ano em que põe o foco no Brasil.
A festa brasileira - por assim, dizer - continua nesta terça-feira com a versão restaurada de ''Cabra Marcado para Morrer'', de Eduardo Coutinho, em presença do diretor. Na sequência, será projetado um filme de forte musicalidade - como ''Xica da Silva'', que tem aquela trilha de Jorge Benjor.
Como Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos é um diretor com tradição aqui em Cannes. Vários de seus filmes integraram a competição e mostras paralelas e Nelson ganhou duas vezes o prêmio da crítica com suas adaptações de Graciliano Ramos - ''Vidas Secas'' e ''Memórias do Cárcere''.
Ele mostra logo mais ''A Música Segundo Tom Jobim''. A sessão será na sala do 60ème, feita para comemorar os 60 anos do festival (este ano, são 65). Se fosse no sala principal, o Grand Théatre Lumière, seria preciso usar black-tie. Vestir-se de gala era o mínimo que o público do Festival de Cannes deveria fazer para Nelson (e Tom).


