Festa atrai cerca de 50 mil turistas
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de junho de 1997
Agência Estado 
Nos dias da festa, Parintins, localizada na Ilha de Tupinambarana, na margem direita do rio Amazonas, a 420 quilômetros de Manaus, transforma-se numa verdadeira arena. Gente de todo o tipo e procedência divide espaço e cores pelas ruas. Com o cair da noite, o endereço da farra é o bumbódromo, que recebe cerca de 50 mil turistas no período do evento.
A disputa é acirrada, porém pacífica. Enquanto uma agremiação se apresenta, a outra deve ficar em absoluto silêncio, sob o risco de perder pontos. A galera é parte integrante do espetáculo. O público é muito mais do que simples espectador, ele faz parte do contexto do espetáculo, destaca Assayag.
Os festejos de Parintins trouxeram, conforme Assayag, que escreveu um livro sobre o festival, ao homem da Amazônia uma identidade musical, através da valorização do índio. Já que é uma festa com raízes indígenas. Antes o amazonense estava perdido, com a Zona Franca de Manaus não sabia se era coreano, japonês, etc. Agora isso já mudou, garante.
Projeto Parintins A cada festa os grupos escolhem uma nova temática, mas preferem manter segredo sobre o assunto até o último minuto. Este ano, o tema escolhido pelo Garantido é Garantido, de Parintins para o mundo ver, e do Caprichoso é Caprichoso, o boi de Parintins. Cada agremiação já recebeu do patrocinador do evento, a Coca-Cola, 200 mil reais e do Ministério da Cultura, 125 mil reais.
Como a cidade não tinha infra-estrutura adequada para receber um número cada vez maior de turistas na época do festival, o governo estadual lançou o Projeto Parintis 97. Trata-se de uma linha de crédito, implementada pela Secretaria de Indústria e Comércio, com recursos do Fundo de Turismo e Infra-Estrutura-(FTI), para a adequação de imóveis.
Pelo programa, 100 mil proprietários de residências irão receber um empréstimo de 10 mil reais para a construção de uma suíte. Pelo menos 100 pessoas já foram beneficiadas, e, em junho, a cidade disporá de mais leitos para receber os turistas. Os dois únicos hotéis, há um terceiro ainda em construção, têm suas reservas esgotadas até um ano antes de cada festa. (Colaborou Kátia Brasil)


