Festa à beira-mar
Programa de índio ou não, o que todo mundo quer no reveillon é iniciar o novo ano deixando para trás os problemas, as preocupações, a falta de dinheiro e de sorte no amor. O paranaense em geral e o curitibano em particular não fugiram à regra. Fizeram questão de descer a serra para começar 97 renovando energias perto do mar e lotaram as praias na última noite do ano. Só que para chegar lá, todos tiveram que enfrentar uma verdadeira maratona. Foi preciso muita calma e espírito esportivo para encarar o movimento recorde de veículos que desceram ao Litoral no último dia de 96.
Quase 70 mil veículos passaram pela PR-412, rodovia secundária que dá acesso às praias, que foi tomada por uma fila ininterrupta desde seu início na BR-277 até os balneários. Resultado: a viagem de Curitiba até o Litoral, que normalmente dura cerca de uma hora, não podia ser feita em menos de quatro ou cinco horas. Com menor sorte alguns chegaram a passar a virada do ano dentro do carro.
Problemas mecânicos, pneus furados pelos enormes buracos da estrada e acidentes deixaram muita gente pelo caminho, fazendo a alegria dos donos de caminhões guincho e borracharias que prestam o socorro a veículos na região. Sem paciência para esperar a fila outros enfrentaram terra e pedras, trafegando no que deveria ser o acostamento da estrada.
Fogos Ao chegar em Praia de Leste, primeiro balneário do nosso Litoral, a sensação era de que quase todos os curitibanos tinham resolvido fugir da capital para passar o reveillon na praia. Depois de tanto esforço para chegar até lá era visível na expressão de todos a intenção de aproveitar ao máximo cada minuto.
A queima de fogos de artifício podia ser acompanhada em diversos pontos do Litoral, como o morro do Cristo em Caiobá, Matinhos e Praia de Leste. Em alguns locais, quase toda a faixa de areia da praia foi tomada por uma multidão vestida de branco. Em Guaratuba, um trio elétrico contratado pela prefeitura local ajudava a animar a festa e prosseguiu tocando até a madrugada. Para quem preferia ambientes mais selecionados, clubes como Santa Mônica, Iate Clube e Associação Banestado promoveram bailes regados a muita champagne, cerveja, frutas e música ao vivo.





