Ferramenta criativa
O outro evento literário de amanhã na capital acontece no bar Wonka, conhecido por suas noites semanais de poesia. Dessa vez, no entanto, a programação é voltada para os contos de ''Ocupado'', terceiro livro de Adriano Esturilho. Também envolvido com cinema e teatro, ele considera a leitura em voz alta mais uma das linguagens em que costuma transitar. E vai além: usa o expediente como ferramenta criativa de sua produção.
''Ouvir outra pessoa dizendo o texto é fundamental para mim, porque dessa forma avalio o ritmo e a sonoridade do que escrevi'', explica o autor, integrante do coletivo Processo Multiartes. Esturilho ainda conta que, antes da conclusão do livro, o grupo promoveu uma leitura ao vivo do material, para cerca de 20 convidados. ''É um processo do trabalho. Como acontece no cinema, com a leitura em voz alta de roteiros'.
Para ele, o cinema ''desacostumou'' o público a criar o próprio imaginário visual. ''Nesse sentido, os eventos de leitura dão uma responsabilidade a mais para as pessoas. Há uma dificuldade inicial, é claro, porque estamos redescobrindo uma linguagem que foi abandonada'', diz. (O.G.)





