O arquipélago de águas límpidas e azuis - ou serão verdes? - apareceu pela primeira vez num mapa em 1502, elaborado por Cantino, sob o nome de Quaresma. Mas a descoberta mesmo foi atribuída a Américo Vespúcio, integrante da expedição exploradora de 1503. O nome Fernando de Noronha vem de uma adaptação livre da alcunha de Fernão de Loronha, patrocinador da viagem de Vespúcio e que recebeu o lugar como capitania hereditária. Mas o fidalgo português nunca botou os pés nesse que é um dos pedaços mais bonitos do Brasil.
O desinteresse inicial e a localização estratégica da ilha nas rotas de ligação do Brasil com a Europa fizeram com que o arquipélago fosse invadido sucessivas vezes por franceses - que lhe deram o justificável nome de Isle Delphine (Ilha dos Golfinhos em português) - e por holandeses, que ali se instalaram entre 1629 e 1654, chamando-a de Pavônia.
A expulsão definitiva dos franceses pelos portugueses, em 1737, trouxe a idéia de proteger o arquipélago. Foram construídos, então, dez fortes. O maior e mais importante deles foi o dos Remédios, que também serviu para abrigar prisioneiros e cujas ruínas ainda exibem os antigos canhões. A visitação é livre.
À exceção dos shows promovidos pela exuberante natureza local, Noronha não conta com muitas outras atrações. Os 3 mil habitantes, mais a população flutuante de 500 pessoas, número máximo de ''forasteiros'' que o Ibama permite na ilha, encontram pelos menos outras duas opções de lugares para visita, também na Vila dos Remédios. São a simpática igreja que dá nome à vila, concluída em 1772 e tombada pelo Patrimônio Histórico, e o Palácio de São Miguel, hoje sede administrativa do distrito.

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