Fernando de Noronha ganhará novas cores
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segunda-feira, 20 de novembro de 2000
Da Redação 
O Projeto Fernando de Noronha, resultado da parceria entre a Suvinil e a Administração do arquipélago irá traçar um novo padrão cromático para as casas das alamedas da ilha e alguns monumentos.
O projeto tem como objetivo estimular os empresários da ilha a aperfeiçoarem seus espaços para receber os turistas. Durante o processo, a Suvinil orientará quanto a utilização mais adequada de cores, as tintas mais resistentes tendo em vista a maresia e o sol forte, entre outros fatores. No final, cada área receberá uma placa com o nome do arquiteto responsável.
A reabilitação pela cor é um importante passo na revitalização dos assentamentos urbanos de Fernando de Noronha, modificando a paisagem pela introdução de escalas cromáticas bem definidas e destacando cada edificação conforme seu estilo construtivo e localização no contexto geral da ilha, acredita Vera Araújo, arquiteta coordenadora do projeto.
Um minucioso estudo foi elaborado e para cada prédio foi criado um efeito visual próprio, formando conjuntos nas casas semelhantes e pontuando prédios especiais como a Igreja dos Remédios e o Palácio São Miguel.
Participam do projeto arquitetos do Nordeste, principalmente de Pernambuco, e de outros estados. Cada arquiteto planejará um trecho considerando a cor e o paisagismo urbano. Também está previsto a criação de um grupo de profissionais que atuarão na recuperação de pousadas da ilha que servirão de modelo para as demais.
Localizado no Nordeste do Brasil, nas rotas de passagem das grandes navegações, o arquipélago de Fernando de Noronha foi cobiçado por muito povos, que ali encontravam comida e descanso nas jornadas pelo mar.
A descoberta ocorreu em 1503 após o naufrágio ocorridos nas suas proximidades, com uma das naus da expedição exploradora de Gonçalo Coelho. No ano seguinte, a ilha é doada ao fidalgo português Fernão de Loronha, em forma de Capitania Hereditária. Porém o português nunca foi visitar a ilha que permaneceu abandonada.
Somente no século XVIII se deu a definitiva ocupação da ilha, após um tempo de permanência holandesa (1629/1654) e francesa (1736/1737). Com essa ocupação foi criado os dois núcleos urbanos iniciais, com casario, igreja e capela. Depois disso, o arquipélago foi presídio comum (1737/1938), presídio político (1938/1942), território federal (1942/1988) e finalmente é anexado a Pernambuco por decisão da Nova Constituição.


