É recorrente a idéia de aproximar o público do universo das artes. Volta e meia, invoca-se o conceito de interatividade para nortear eventos de ocasião que se propõem a abrir portas de galerias e levar a arte para as ruas.
A exposição que a artista Fernanda Magalhães inaugura amanhã, em Londrina, vincula-se ao ideário, mas ambiciona escapar de apelos circunstanciais para lançar um novo projeto de ação na Casa de Cultura da UEL.
A exposição reúne fotos, de autoria da artista, com imagens de suas próprias exposições trazendo o público como protagonista. ''As imagens não são exatamente de meu trabalho em si, mas dos espectadores apreciando minhas obras'', salienta ela.
Há registros de exposições em Londrina, Campinas (SP), São Paulo, Jaraguá do Sul (Santa Catarina), Madri (Espanha) e Barcelona (Espanha). As fotos, impressas em grandes dimensões, estarão expostas nas janelas e portas de vidro do prédio da Casa de Cultura.
Segundo Fernanda, o material utilizado para as reproduções permite uma visão de dentro para fora e de fora para dentro. A proposta é que as imagens atraiam a atenção dos transeuntes provocando uma relação de intimidade do público com as produções artísticas. ''É uma tentativa de aproximação, de interatividade, já que o espaço das galerias assusta um pouco a população'', diz.
Há o propósito também de reforçar a associação do endereço com a arte. ''É que muita gente passa por ali sem saber o que o prédio abriga'', observa a fotógrafa. A exposição de Fernanda é a primeira de várias programadas pelo projeto ''Vitrine das Artes'', desenvolvido pela diretora Janete El Haouli com o objetivo de promover intervenções urbanas a partir da Casa de Cultura.
O propósito é romper com a maneira convencional de apresentar produções artísticas, geralmente circunscritas a paredes e espaços fechados. ''A intenção é abraçar a cidade valorizando trabalhos que utilizam a rua como possibilidade de interação'', explica a diretora.
A cada artista convidado será solicitado que pense uma obra de acordo com o ambiente e espaço determinado, uma obra elaborada para dialogar com a linguagem do ambiente no qual está inserida. Assim, o trabalho passará a fazer parte da arquitetura e da estrutura do local.
Para que as pessoas absorvam o ''espírito da coisa'', as exposições vinculadas ao projeto ficarão instaladas de cinco a seis meses, um prazo de permanência mais longo do que é comum no local. Provavelmente durante esse período, Fernanda assumirá a chefia da Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura, para a qual foi recentemente convidada.

SERVIÇO
- Lançamento do projeto ''Vitrine das Artes'' com abertura de exposição de Fernanda Magalhães
Quando - Amanhã, às 10h
Onde - Casa de Cultura da UEL (R. Mato Grosso, 537, esquina com Avenida Celso Garcia Cid), em Londrina
Quanto - Gratuito
Mais informações - Tel. (43) 3323-8562

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