É tempo de férias. Tempo de viajar. O período de descanso dos brasileiros se concentra nos meses de dezembro e janeiro, especialmente pelas férias escolares. Destino é o que não falta no exterior. Mas, como em toda viagem, a programação e cuidados básicos são essenciais para curtir as férias sem apertos.
Acostumada a organizar viagens e a viajar, a gerente da Central de Intercâmbio de Londrina, Gabriela Costa, dá dicas para uma viagem tranquila. Ela brinca que é preciso ter uma sigla simples na cabeça: TMP, ticket, passaport and money. ''Se você tem passagem, passaporte e dinheiro, dá para se virar caso surja algum imprevisto'', ensina.
Apesar de ser alta temporada (10 de dezembro a 15 de janeiro) ainda há lugares em vôos e destinos em que o ônibus é boa opção de transporte. ''Quem não liga muito para festas pode optar por viajar dias 24 ou 31 de dezembro. Algumas companhias aéreas fazem até promoções para esses dias'', adianta Gabriela.
Para não ter dor de cabeça, Gabriela orienta que é bom levar dólar no bolso. ''Dá para trocar a moeda em casas de câmbio e às vezes é até melhor comprar em dólar mesmo porque o câmbio é melhor'', avisa.
Um destino diferente que não exige visto é a Nova Zelândia. O país oferece várias opções de esportes radicais para os mais aventureiros, como rafting e bug-jump. Mas é preciso se apressar para comprar a passagem aérea porque são poucas as empresas que oferecem esse itinerário.
Quem pode gastar um pouco mais pode aproveitar a Europa. Há pacotes especiais para quem optar em passar uma semana num único país. Mas é bom lembrar que nesta época é inverno rigoroso por lá.
Entre as opções de hospedagem barata, os albergues são imbatíveis. Como estamos em alta temporada, é prudente reservar o local antes da partida. ''Quem quiser ficar em albergue precisa fazer a carteirinha de alberguista'', alerta a gerente da CI. Ela indica o site www.alberguespr.com.br para mais detalhes. O site faz reservas nacionais e internacionais e dá todas as informações sobre essa opção de hospedagem.
Gabriela reforça que quando a pessoa optar por compra on-line é preciso antes checar a idoneidade do site. ''Tem que tomar cuidado e verificar se vai sair o comprovante de pagamento'', salienta.
Há várias formas de levar dinheiro para o exterior. Além do papel moeda, é possível adquirir traveler cheques no Banco do Brasil ou em casas de câmbio. Semelhante a um cheque, o traveler é trocado por dinheiro no banco do país que a pessoa estiver. ''Esse método é bem seguro porque ele é nominal e a pessoa precisa apresentar o passaporte na hora da troca. Caso ele seja roubado, a pessoa é ressarcida'', explica Gabriela Costa.
Outra opção são os cartões pré-pagos. Eles têm a bandeira Visa e podem ser retirados em qualquer máquina Visa pelo mundo. A pessoa coloca a quantia de dinheiro que quiser em dólar e depois retira na moeda que desejar em máquinas de bancos, com base no câmbio do dia. ''Há lugares até que já tem o Visa Electron e a pessoa faz a compra direto com o cartão'', completa Gabriela.
A opão é boa para quem tem filhos estudando fora do país, pois o cartão pode ser recarregado do Brasil.
O cuidado com a bagagem também é essencial. Atualmente há menos extravio de malas, mas sempre existe a chance disso acontecer. ''Recomendamos que as pessoas levem uma troca de roupa na bagagem de mão. Mas o total não pode ultrapassar cinco quilos. É importante também marcar as malas com fitas coloridas e identificar por fora o nome e endereço para contato'', descreve Gabriela. Cada destino tem regras diferentes para o máximo de peso que a pessoa pode carregar, por isso é preciso checar antes de partir.
Escolheu o destino, comprou a passagem, garantiu o câmbio e fez as malas? Então boas férias.

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