Trabalho combina com férias? Para Aline Silva, 22 anos, não há dúvidas disso. Ela está em Honolulu, no Hawai, onde divide o tempo em dois trabalhos: em um fast food e em um restaurante. A viagem faz parte do programa de Trabalho de Férias nos Estados Unidos oferecido pela CI-Londrina. ''O Hawai é maravilhoso, tem praias paradisíacas, pessoas calorosas, simpáticas e o tempo é espetacular, chove menos que no Brasil. Além de tudo, saio do trabalho e vou relaxar à beira mar'', descreve Aline.
Como ela, vários universitários trocam as férias por trabalho. Paolo Zancanaro é outro que fez essa escolha e está em Long Brach, em Nova Jersey. Também com 22 anos, ele foi contratado para trabalhar como housekeeping em um hotel no período noturno. ''A experiência de morar longe dos pais pela primeira vez e ainda por cima fora do País, com certeza nos faz crescer pessoalmente. Começamos a dar valor em coisas que antes não achávamos importantes'', afirma.
A adaptação, segundo os dois intercambistas, foi tranquila. ''Desde o início levei sorte, conheci pessoas incríveis que me ajudaram a encaminhar as coisas para dar certo, chefes que parecem pais. Eles foram essenciais para o trabalho ficar divertido'', afirma Aline.
O que dizer então da viagem de Victor Maricato e Nicole Stadtlober. Namorados, eles estão no Texas, na cidade de San Antonio. Com apenas 19 anos, trabalham em uma grande rede de hotéis. ''Nosso emprego é maravilhoso, pois não pagamos nada para viver aqui, moramos como hóspedes, em quarto de hotel, temos piscina, academia, lavanderia, tudo disponível para nós'', apontam.
A viagem dos quatro brasileiros tem um ponto em comum: eles vivem em um país que passa por um momento de crise e acaba de eleger o primeiro presidente negro, Barack Obama. Para Victor e Nicole, não há nenhum percalço por conta da recessão. ''Falávamos exatamente sobre isso dias atrás com nossas famílias. Não sabemos a respeito de outros estados, mas estamos muito bem aqui, parece que a economia não desacelerou nada, recebemos em dia e não vimos ninguém ser mandado embora'', apontam. Já Paolo indica que onde está existe uma insegurança por parte da população. ''Muitos estão sem emprego ou trabalhando poucas horas por semana, vários imigrantes estão voltando para casa por falta de emprego'', completa.
Nesse quadro de incertezas, a eleição de Obama parece ter trazido um certo ânimo para a população. ''Principalmente no Hawai, onde o presidente mora, todos receberam a virada do ano com esperança de um país melhor, ele é um ídolo e as pessoas andam com camisetas dando força ao Obama'', conta Aline.
Os namorados vivenciam a mesma sensação: ''Pelo que percebemos aqui, a aceitabilidade de Obama é muito grande, muitas pessoas passeiam pelas ruas com camisetas com dizeres como 'um sonho pode tornar-se realidade', 'nunca desista de seus sonhos' e 'nada é impossível'''.
Com tanta esperança, a viagem é descrita como um divisor de águas. ''A saudade começa a apertar, mas a experiência vivida não tem preço, o inglês foi muito aprimorado e essa experiência ficará guardada em nossas vidas'', garante Victor. ''Recomendo a todos essa experiência, pois serve como amadurecimento, é uma oportunidade única, sem contar que é muito divertido'', detalha Aline.
Em breve os quatro estarão de volta ao país com muitas histórias para contar. Quem tiver interesse em participar do programa pode obter mais informações pelo telefone (43) 3029-0203 ou pelo site www.ci.com.br.

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