Carlos Eduardo Lourenço Jorge
De Londrina
Especial para a Folha 2
Depois de amargar um semestre magro, a garotada já pode comemorar o reinício da temporada de lazer cinematográfico. E o filme que decreta a volta às movimentadas matinês censura livre, regadas a muita pipoca e refri, é um respeitável carro-chefe do entretenimento. Recém-lançado nos Estados Unidos, ‘‘Toy Story 2’’ (em exibição nacional, veja programação nesta página) é uma merecida retomada artística da vida secreta dos brinquedos que ficamos conhecendo numa primeira jornada em 1995.
Aqui o boneco-cowboy Woody (de novo a voz de Tom Hanks) é raptado por um inescrupuloso colecionador. A confusão se espalha quando os amigos de Woody, liderados pelo destemido viajante espacial Buzz Lightyear (Tim Allen), embarcam numa missão para salvar o companheiro desaparecido. Mas há um dúvida: ele quer de fato ser salvo?
Ninguém poderia imaginar que um clássico do filão mafioso seria a inspiração desta sequela animada. ‘‘Nós sempre tivemos em mente o exemplo de ‘The Godfather Part II’’’, diz o diretor John Lasseter. ‘‘O filme de Coppola é de fato uma grande sequela, mas é também um grande filme em si mesmo, e esta foi a nossa meta.’’ Apesar de recentes avanços no processo de animação computadorizada, ‘‘Toy Story 2’’ - planejado a princípio como produção diretamente para vídeo - mantém o ‘‘look’’ original. ‘‘Ele é basicamente o mesmo’’, observa Lasseter. ‘‘Mas os humanos, a luz e inúmeros outros detalhes estão muito melhores.’’

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