Apaixonado por tempestades, o fotógrafo Fedrizzi Junior já passou inúmeras noites em claro para captar imagens de raios das mais variadas intensidades. O maior deles foi registrado pelo londrinense em uma chuvosa madrugada de agosto do ano passado. A fotografia produzida por ele acaba de ser eleita como a melhor de 2014 pelo Concurso de Fotos do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"Nessa noite produzi umas 500 fotos, mas quando consegui essa imagem tive certeza de que estava com algo ímpar nas mãos", afirma o fotógrafo, que pesquisando sites de concursos de fotografias acabou se inscrevendo no site do Inpe. "Achei que tinha tudo a ver com o trabalho que tenho desenvolvido. E no final do ano passado recebi um e-mail informando que a minha fotografia tinha ficado em primeiro lugar", relata Junior.
A imagem do londrinense concorreu com 190 fotografias. "Acho que a minha foto se destacou pois consegui registrar um raio muito grande, dividido em três descargas maiores que formaram várias ramificações. Além disso, tem o cenário lindo de Londrina que acabou valorizando ainda mais a imagem. Muitas vezes as pessoas fotografam raios em espaços vazios que não dão uma dimensão exata da intensidade do fenômeno", argumenta.
O fotógrafo destaca que a produção de fotos de raios exige técnica, disciplina e sorte. "O mais difícil é o ajuste de luz, pois o próprio raio ilumina o ambiente e a gente nunca sabe com qual intensidade ele vai cair. Mas após fazer várias pesquisas sobre o tema na internet acabei chegando ao ponto ideal", avalia.
Embora não tenha ganhado nenhum valor em dinheiro com a imagem eleita pelo Inpe, Junior salienta que o prêmio é um grande incentivo para seguir a profissão de fotógrafo, que abraçou há menos de um ano. "Trabalhava com um empresa de importação de LED e resolvi fazer um curso de fotografia em março do ano passado. Até então só fazia fotos pelo celular. Mas acabei me identificando com essa área. Durante o curso comprei equipamento profissional e passei a atuar nesse segmento fazendo fotos de eventos", detalha.
Junior conta que dedica o tempo livre para produzir imagens nada convencionais. "O que me motiva é descobrir coisas novas. Há pouco tempo fiz algumas fotos do meu corpo em chamas após ver algo parecido na internet. Fiz algumas pesquisas e descobri um produto específico que permite fazer essa experiência sem muito risco. Em breve vou divulgar essas imagens na galeria que mantenho no Flickr (site de compartilhamento de fotografias)", adianta.

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