Fenômemo encontra eco em Londrina
O boom, ou descoberta, do documentário parece repercutir em Londrina. O produtor Caio Júlio Cesaro, que durante os últimos anos esteve à frente do ''Projeto Sessão Brasil Debates sobre o Cinema Nacional'', está pesquisando a filmografia do pioneiro e documentarista local Hikoma Hudihara (1882-1972) para escrever sua tese de doutorado na Unicamp.
''Ele tinha uma ótica de modernidade e desenvolvimento'' explica. ''Seus filmes registram a inauguração de vários prédios históricos da cidade como a Estação Rodoviária (hoje Museu de Arte), o Fórum (hoje Biblioteca Pública Municipal), o Aeroporto, o Correios e o Jockey Club. Mas além dessa visão de construção da memória, os filmes contêm informação estética apresentando cortes, preocupação com planos e com a questão de espaço-tempo''.
O jornalista e crítico de cinema Rodrigo Souza Grota também incursiona na área do documentário. Ele aguarda a aprovação de um projeto inscrito na Lei Municipal de Incentivo à Cultura que prevê a produção de quatro documentários de curta-metragem. ''A proposta é realizar uma oficina de video digital que culminará com a produção dos filmes'' conta ele. Uma das idéias é investigar personagens anônimos da cidade que ocultam biografias interessantes.
Também dedicada ao assunto, a estudante Bianca Pozzi fez do documentário seu objeto de pesquisa. Ela estuda o tema para o TCC do curso de Jornalismo na UEL. ''Pretendo identificar os elementos que caracterizam o gênero, ressaltando suas diferenças em relação à reportagem e à narrativa de ficção'' diz. (N.S.)





