Feira de Frankfurt terá edição no Brasil a partir de 2013
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sábado, 11 de agosto de 2012
Maria Fernanda Rodrigues <br> <br> Agência Estado 
São Paulo - Durante dois anos, a Frankfurter Buchmesse, empresa responsável pela organização da maior feira de livros do mundo - a de Frankfurt - e de conferências em diversos países, estudou o mercado brasileiro para ver se seria viável a realização de uma feira aqui. A ideia não era repetir o modelo alemão, já que o evento, lá, é exclusivamente voltado a profissionais do mercado editorial internacional e aborda todos os aspectos da indústria do livro. Tampouco queria fazer algo como as bienais, cujos objetivos são, basicamente, venda de livros e apresentação do mundo literário para crianças e jovens.
O objetivo era promover o debate entre profissionais da educação, do mercado editorial e de empresas de tecnologia. Foi criada, então, a Contec Brasil - Conferência Internacional de Tecnologia, Cultura e Alfabetização, realizada gratuitamente entre terça e quarta, no Auditório do Ibirapuera.
O projeto será ampliado em 2013 e o modelo estará mais próximo do idealizado pelos alemães. A Contec continua no programa, e será realizada paralelamente a uma sonhada feira, que, assim como as conferências, será focada no livro e na educação. São esperados expositores brasileiros e estrangeiros nas áreas educacional e editorial - sobretudo de livros infantis e juvenis, desenvolvedores de jogos, fornecedores na área de tecnologia, empresas especializadas em crossmedia e em licenciamento de produtos, entre outros. O anúncio da nova feira foi feito nesta quarta, em São Paulo, por Jurgen Boos, presidente, e Marifé Boix García, vice-presidente da Feira de Frankfurt.
Os dois alertam que não se trata de fazer uma versão menor da tradicional feira alemã - a edição deste ano será entre os dias 10 e 14 de outubro. ''Não se pode copiar ou fazer uma mini-Frankfurt por causa de seu tamanho e de sua abrangência'', diz Boos. A feira ocupa uma área equivalente a 14 campos de futebol, recebe 280 mil profissionais de 129 países e chega a ter pavilhões inteiros dedicados a livros de artes, de gastronomia, de turismo, etc. É lá que as editoras vendem e compram os direitos dos livros que serão publicados internacionalmente nos meses seguintes.
Leitura digital, edição de livros, aparelhos de leitura e ensino a distância são alguns dos temas em pauta no evento programado para 12 a 16 de junho, no prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera. ''Aprender deve ser divertido e interativo, mas sem conteúdo isso não é nada'', comenta Boos. É essa a linha que o evento deve seguir. Para dar conta de tudo, a empresa, que já tem escritórios em Nova York, Nova Deli, Moscou e Pequim, abrirá um em São Paulo.


