O feijão-preto era consumido tanto por indígenas - que o chamavam de comanda, comaná ou cumaná - quanto por africanos. Junto com a farinha de mandioca (muito consumida pelos indígenas), o feijão comandava o cardápio do Brasil antigo.
A partir do século XVI, começaram a aparecer outras variedades de feijão na colônia: algumas africanas mas também um, consumido em Portugal, o feijão-fradinho (de cor creme).
Os cronistas do período compararam as variedades nativas com as trazidas da Europa e da África, e foram categóricos (...): o feijão do Brasil, o preto, era o mais saboroso.
Os relatos que se tinha na época, entretanto, remontam a receitas do feijão preto cozido com o sumo da polpa do coco, com carne seca e toucinho, com fubá de milho e toucinho, só com toucinho, com farinha de mandioca e carne seca, mas nada ainda das outras partes do porco.(M.F.C.)

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