A maioria dos colégios de Curitiba não têm mais vagas nas escolinhas de vôlei. O superintendente do departamento de Cultura e Esportes do Colégio Positivo Jr., Zair Cândido de Oliveira Neto, diz que começou a observar o aumento na procura há seis anos, nas Olimpíadas de Barcelona, quando ‘‘os meninos do Brasil’’ conquistaram a medalha de ouro. ‘‘Este interesse se acentuou agora, com a vinda do Rexona à Curitiba’’, afirmou.
Na escolinha feminina do colégio, cerca de 300 adolescentes com idades entre dez e 16 anos treinam com entusiasmo. ‘‘Elas comentam que foram motivadas pelo Rexona’’, explicou o superintendente. Ele informou que as turmas estão lotadas e que cerca de 40 alunas estão na lista de espera para ingressar na escolinha.
O aumento na procura, que foi de no mínimo 30% neste ano, está sendo bem visto pelo profissional. Ele explicou que antes as meninas dividiam as atenções entre o basquete, a natação e a ginástica olímpica, além do vôlei. Hoje todos os esportes continuam sendo solicitados, mas o vôlei conquistou novas adeptas.
Um dos técnicos de vôlei do Colégio Expoente, Adauto de Paula Pinto Jr., comentou que a ‘‘explosão’’ do vôlei em Curitiba fez com que se tornasse mais fácil conversar com os pais dos alunos sobre a necessidade deles participarem de competições fora da cidade. Nesta semana uma das equipes do colégio está disputando um torneio no Uruguai.
Além disto, ele explica que aumentou muito a motivação e dedicação dos adolescentes aos treinos. ‘‘Temos mais de cem jovens nas seleções internas de vôlei e todos eles estão mais interessados depois da vinda do Rexona’’, contou o técnico. ‘‘Agora eles podem assistir um vôlei de altíssimo nível dentro da própria cidade’’.
Na escolinha básica, que atende as crianças do colégio, a procura também aumentou muito. Até o ano passado, a média de alunos matriculados no vôlei ficava entre 50 e 70. Atualmente há 150 crianças treinando o esporte. (S.M.)

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