Fazenda hitórica será homenageada durante o FIP
A organização do Festival Internacional de Pesca de Cáceres (Fip), considerado o maior evento de pesca embarcada em água doce do mundo, além de se preocupar com a preservação do meio ambiente e dos peixes do Rio Paraguai, também faz do FIP, uma oportunidade de resgatar a história da cidade.
Fundada há 222 anos, Cáceres conta sua história através de fazendas e casarões centenários. Este ano, o FIP vai homenagear a Fazenda Jacobina, distante 40 quilômetros, que surgiu na região em 1772, em pleno século XVIII, e é considerada por historiadores locais a célula-mãe do surgimento da Vila Maria do Paraguai, o primeiro nome dado ao hoje município de Cáceres.
Com 14 mil hectares, a fazenda foi formada pelo português Leonardo Soares de Souza, que requereu junto à Coroa, as terras conhecidas como de Jacobina. Nelas, construiu um casarão de 4 mil metros quadrados de área e instalou um engenho de cana-de-açúcar, movido por uma roda d'água. Considerada na época a propriedade mais rica da Província de Mato Grosso, a Fazenda Jacobina teve seu apogeu a partir de 1813.
Hoje, a propriedade - em especial o casarão - sofre a ação do tempo e do abandono. O atual proprietário, Sebastião Natalino Lara pretende transformar o local em área de lazer e de turismo. Também já há estudos para realizar o processo de tombamento da fazenda pelo patrimônio histórico.
O prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (PSDB) disse que pretende incentivar os proprietários das fazendas centenárias do município a se tornarem pólos turísticos. Fontes deverá enviar um projeto à Embratur para a restauração dos casarões antigos existentes no centro da cidade.
Antes de Jacobina, foram homenagedas as também centenárias Descalvados e Facão, a Usina Ressaca e o barco a vapor Etrúria, que dos anos 20 aos anos 40, no século passado, transportou a elite de Cáceres, em suas viagens para Corumbá. Há cinco anos, réplicas históricas são montadas na praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade, para visitação do público, durante o FIP.
Este ano, a réplica da fazenda Jacobina ocupará uma área de 50 metros quadrados na praça Barão do Rio Branco. Além do casarão, completam o cenário da fazenda, a casa existente ao lado do casarão, a chaminé, a roda d'água e a fachada da capela. Além de um lago artificial, onde serão colocadas algumas espécies de peixes da região.





