Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra, Suíça; várias são as opções de destino para quem está disposto a passar um ano no exterior cursando o ensino médio. Simone Titomi Utida, 19 anos, viveu essa experiência entre julho de 2003 e julho de 2004. Ela já estava quase terminando o terceiro ano do ensino médio no Brasil quando arrumou as malas rumo a Houston, no Texas. No primeiro mês, a dificuldade foi para se adaptar ao idioma e às novas disciplinas curriculares como literatura e história americanas. Passado o susto, o ano foi de diversão com muitas histórias para contar. ''Com certeza valeu muito a pena porque não é só a língua que a gente aprende. Tem a cultura, a comida, a religião e a escola. Tudo é diferente'', relata Simone.
Ela morou em uma casa de família com duas crianças pequenas uma menina de três anos e um bebê de quatro meses. Ela lembra que sua família americana não tomava café, bebida que ela diz ser apaixonada. Por isso, sempre que estava na rua dava um jeitinho de saborear uma boa xícara de café. ''Era uma família bem americana, que comia muito lanche'', lembra. ''Eles até comem comida, mas é diferente, não tem arroz e feijão'', compara.
Estudar fora do país trouxe responsabilidade e maturidade para Simone. Ela passou a cuidar da própria roupa e também a ajudar em pequenas tarefas domésticas. ''Minha família não pedia para fazer nada mas quis lavar a minha roupa'', salienta. Entre os momentos mais marcantes, as viagens pelo país com direito a conhecer a neve e se deslumbrar com as montanhas. ''Quando voltei, meus amigos já estavam na faculdade, mas não é um ano perdido. Vestibular tem todo ano e uma viagem dessas não dá para perder. Depois que se entra na faculdade tudo fica mais difícil'', considera. Agora, Simone faz cursinho e quer conquistar uma vaga no curso de Medicina.
César Teshima, 21 anos, abriu a fila de intercâmbios na sua família. Ele foi para Alexandria, na Louisiana, em agosto de 2001. Depois disso, sua irmã Mariana também viveu esta experiência e o caçula Vinícius está no Estado do Novo México estudando o segundo ano do Ensino Médio. ''Foi uma experiência muito boa porque você tem que se virar sozinho. Amadureci e mudei vários pontos de vista'', revela César. Ele exemplifica que antes de ir para os Estados Unidos não ''dava muita bola'' para a família. ''Comecei a valorizar mais isso. Quando você está longe sente falta e vê que mãe é para toda hora.''
A adaptação à vida na América não foi fácil. César conta que, no início, o relacionamento se restringia apenas à família com a qual morava e outros intercambistas na escola. ''Eles (os americanos) são um pouco frios'', comenta. Da família emprestada ele tem boas recordações. ''Até hoje eles me ligam e chamam para ir para lá. É como se fosse outra família.'' A comida foi outra dificuldade. ''Ficava sonhando com pastel, arroz e feijão.''
Para quem ainda está em dúvida, César dá um conselho: ''A dica que eu dou para quem quer ir para lá é aproveitar ao máximo.''
E não perder o prazo. Na Central de Intercâmbio, em Londrina, as inscrições para o programa de colegial no exterior encerram no dia 31 de maio. É preciso ter nível médio de inglês e idade entre 15 e 17 anos para participar. Informações pelo telefone (43) 3321-0203.

mockup