''Vi isso tudo no cinema, na época, e é muito legal poder ver isso hoje. É algo muito marcante, não tem como esquecer'', conta, com nostalgia, o desenvolvedor de próteses Roberto Furusawa, de 37 anos. O fã não chegou a confeccionar sabres jedi com luvas de bicicleta, como muitos garotos faziam nos anos 1980, mas diz que já chegou a importar kits contrabandeados para poder ''brincar de jedi''. ''Na época era proibido importar e a gente não tinha como ter acesso'', justifica.
Ver de perto - sem ter que contrabandear ou fazer peças com objetos toscos -, é uma alegria para quem é fã e também boa oportunidade para os mais novos conhecerem o universo de Guerra nas Estrelas. ''Os mais novos podem conhecer, mas acho que isso é para as gerações mais antigas. Os mais novos só querem saber de Harry Potter ou Senhor dos Anéis'', diz Furusawa.
Um grupos de jovens amigas, vestidas à caráter, discorda. ''Harry Potter e Senhor dos Anéis são legais mas Star Wars é diferente, a história é diferente, tem muita coisa, tem a filosofia jedi'', afirma Gabriela Moraes, 17, com um uniforme jedi.
''Comecei vendo o Episódio I na tevê e achei interessante o enredo, gostei dos filmes porque eles são diferentes, fogem um pouco da realidade. Tem bastante gente que prefere Harry Potter ou Senhor dos Anéis porque acha que Star Wars é complicado, tem muitos episódios. Mas você conhece e passa a gostar, principalmente do figurino'', conta Ligia Ruas, 16, vestida com a roupa da rainha Padmé Amidala, em ''Guerra nas Estrelas: Episódio II - O Ataque dos Clones''.
Para Natália Nakamura, de 16, a série vai continuar sendo sucesso ainda por muito tempo e várias gerações. ''Imaginar tudo isso é uma coisa muito louca. George Lucas foi quem revolucionou tudo.'' (C.Y.)

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