A morte de Joey Ramone teve repercussão no mundo todo e o impacto da notícia mexeu com os fãs do vocalista. Em Londrina, a telefonista e guitarrista Maíra Tito, 21 anos, ficou sabendo da notícia ontem à tarde, por uma amiga. ‘‘Sempre gostei muito dos Ramones e especialmente do Joey, que sempre foi a figura mais engraçada, mais divertida da banda’’, comenta.
No ano passado Maíra, que em Londrina toca na banda 3 Coolchicks, pôde assistir o ídolo cantando no CBGB, bar novaiorquino no qual os Ramones começaram a tocar no início da carreira e onde Joey voltava às vezes para tocar com amigos de outras bandas. ‘‘Ele já estava mal, as pessoas tinham que ajudá-lo a subir no palco e os seguranças não saíam de perto dele para dar apoio’’, lembra a fã, que teve a oportunidade de conversar, mesmo que pouco, com o ídolo no camarim. A garota também não perdeu a chance de subir ao palco com o vocalista e cantar um trecho da música ‘‘1969’’, do The Stooges.
Para Maíra, as canções dos Ramones representam muito do que ela e seus amigos – também fãs – pensam. Mais que isso, refletem suas atitudes. ‘‘Não esperava a morte nesse momento. Vi o estado dele no ano passado, mas a gente nunca espera. Ele é daqueles ídolos que se tornam imortais’’.
Outro fã de carteirinha da banda norte-americana é o estudante Renato Rodrigues, de 18 anos, guitarrista do grupo londrinense Ramones Cover. ‘‘Na minha opinião era a melhor banda de rock que já existiu. E se já era marcante, agora vai ficar muito mais’’, diz. ‘‘A morte de Joey para mim significa o mesmo que a morte de John Lennon para os fãs dos Beatles. Ele era daqueles membros fundamentais na banda. Sem ele, os Ramones não têm mais chances de voltar a tocar’’.
Renato soube da morte do ídolo anteontem à noite, através de um telefonema de um amigo de São Paulo. ‘‘Foi um impacto muito grande. Ele é o primeiro cara de uma banda que eu gosto a morrer. Não consigo acreditar, apesar de ter visto a notícia ainda agora na tev꒒. Renato Rodrigues tem todos os discos do Ramones, além de revistas, pôsteres, CDs e matérias de jornal. Nunca viu Joey no palco, mas conheceu, conversou e tirou fotos com o baterista Marky Ramone nos shows com o The Intruders em Maringá (1999) e em Curitiba (2000).

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