Fãs desaprovam a ninja no cinema
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de janeiro de 2005
Cláudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Elektra saiu das páginas da revista do ''Demolidor'', através de seu criador, o roteirista e ilustrador Frank Miller. Em 1986, a ninja assassina ganhou um álbum de luxo, ilustrado por Bill Sienkiewicz, o ''Elektra Assassina''.
Em seguida, a popularidade da personagem aumentou ainda mais, devido ao seu apelo sexy e mortal, no melhor estilo femme fatale. Miller, então, deu mais profundidade à Elektra, já no final dos anos 80, com a minissérie ''Elektra Saga''. Nas revistas, Elektra é impiedosa, foi amante do Demolidor, chegou a morrer nas mãos do vilão Mercenário, conseguiu a redenção e voltou à vida. Atualmente atua como uma assassina independente.
Até agora, a reação dos fãs com relação à adaptação tem sido negativa, já que o filme (apesar da semelhança física entre Jennifer Garner e Elektra Natchos) mudou algumas coisas. Elektra é muito boazinha em comparação à sua versão dos quadrinhos e ganhou poderes de teletransporte e premonição. Stick, o grande mestre de artes marciais que ensinou tudo a Elektra e também a Matt Murdock (Demolidor), não passa de um esboço do que é nas revistas.
Depois da adaptação, muitos fãs - nos fóruns de discussão norte-americanos e brasileiros - até mesmo começaram a eleger outra personagem do cinema que pudesse ser Elektra de forma mais convicente. Por unanimidade, A Noiva, de Kill Bill, acabou sendo a mais votada.


